Bacellar quer CPI para investigar ingressos e lotação no Maracanã

Presidente da Alerj mira cambismo, distribuição desigual e criação de novos setores populares no estádio

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), anunciou na abertura da sessão, nesta terça-feira (02), a intenção de criar uma CPI para investigar o sistema de venda e distribuição de ingressos em jogos realizados no Maracanã.

A proposta surge após reclamações recorrentes de torcedores sobre dificuldades para adquirir bilhetes e denúncias de atuação massiva de cambistas nos arredores do estádio.

Segundo Bacellar, há um descontrole na comercialização dos ingressos que, em dias de grande demanda, provoca o que ele descreve como um “colapso”. Ele afirma que cambistas conseguem adquirir tíquetes e revendê-los por valores que chegam a cerca de R$ 1 mil, o que afasta torcedores de baixa renda e reduz o acesso popular ao estádio.

Distribuição de assentos e camarotes em debate

O parlamentar relatou ter conversado recentemente com o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, que informou que o governo estadual recebe aproximadamente dois mil ingressos referentes a cadeiras cativas cujos proprietários não foram localizados.

Bacellar afirmou ainda que, em diálogo com o Corpo de Bombeiros, já foi estudada a possibilidade de retirar até 15% dos assentos atuais para criar setores populares e ampliar o acesso da população.

Outro ponto levantado por Bacellar diz respeito à quantidade de camarotes disponíveis para a Alerj. Ele criticou o fato de o Legislativo estadual ter direito a apenas um espaço, enquanto o governo do estado ocupa cinco. Em discurso, afirmou:

“Todos os ingressos são vendidos pelo sócio torcedor e não sobra para a população participar do espetáculo. Vamos mergulhar fundo nessa questão. Estou conclamando os senhores porque é inadmissível o governo ter para mais de cinco camarotes e sobrar um só para Alerj que dá 21 pessoas, e somos 70 deputados. Vamos para trazer aqui o presidente da Suderj para debater como são distribuídos esses ingressos”, adiantou.

Bacellar disse que pretende avançar na proposta após o fim do Campeonato Brasileiro, quando espera reunir na Alerj o Procon, representantes do governo estadual, dirigentes esportivos e demais partes interessadas para discutir o modelo atual de gestão do estádio e propor mudanças no sistema de ingressos.

Em atualização.

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