A manifestação dos professores grevistas realizada na quarta-feira (14/06), em frente à sede da Secretaria de Estado de Educação, no Centro da cidade do Rio, que terminou em conflito com policiais militares, foi tema de discussão na sessão plenária desta quinta-feira (15/06), na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Alguns parlamentares reclamaram da radicalização do movimento, já que a Casa vem intermediando as negociações com o governo. Além disso, representantes do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) haviam sido recebidos horas antes por deputados para mais uma vez apresentarem suas reivindicações.
O presidente da Casa, Rodrigo Bacellar, afirmou que vai se reunir com o governador Cláudio Castro e com o presidente do TJ, desembargador Ricardo Cardoso, para tentar uma proposta que atenda à categoria dentro dos limites orçamentários do governo do estado.
“Terei uma reunião ainda hoje com o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Cardoso, e o governador Cláudio Castro, para abrir essa negociação. Porque a despeito da minha posição enquanto parlamentar, entendo que a greve é ilegal. Educação é serviço público, é igual à saúde, à coleta de lixo, à segurança pública. Mas peço paciência, pois espero que na semana que tenhamos uma solução à mesa. Claro que nunca vai agradar a todos: um lado vai ficar descompensado, mas vamos tentar um equilíbrio, um bom senso de toda a classe de deputados junto com o Executivo, com o Sepe, para darmos uma resposta e atendermos, de alguma forma, a demanda dos professores”, disse.
Entre críticas e defesas ao direito constitucional das manifestações, Bacellar (PL),fez um longo discurso sobre a situação da categoria. O presidente, que não pode comparecer à reunião de quarta-feira porque estava em agenda oficial, em Brasília, com o governador Cláudio Castro, lembrou que no primeiro encontro com a categoria solicitou que fosse apresentado uma proposta compatível com o Regime de Recuperação Fiscal do estado, o que, segundo ele, não foi feito.
“Quando atendi a categoria em que me comprometi a sentar com o governador. Tentei achar uma proposta que pudesse atender, de alguma forma, o pleito da categoria, pois os números que eles querem não se encaixam. Falei para elaborarem uma proposta dentro de uma razoabilidade, mas novamente vieram com tudo no teto”, disse Bacellar, que admitiu que nem o momento e nem os números favorecem as negociações, mas que é preciso encontrar um equilíbrio.





