Áudios obtidos pela Polícia Federal revelam a participação do candidato à prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal (PRTB), em um esquema de golpes bancários, segundo informações do jornal O Globo. Nas gravações, Marçal, conhecido por seu apoio ao bolsonarismo, discute a captura de endereços de e-mails utilizados para atrair vítimas ao esquema criminoso.
As conversas foram usadas pela Justiça para fundamentar a condenação de Marçal por integrar o grupo, embora a pena tenha sido extinta devido à prescrição do processo.
De acordo com a investigação, a quadrilha enviava e-mails com temas chamativos, como falsas notificações de inadimplência e irregularidades no CPF, com o objetivo de obter senhas das vítimas. Marçal teria sido o responsável por capturar listas de e-mails, permitindo que o grupo infectasse os computadores das vítimas com programas maliciosos.
Em um dos áudios, Marçal é ouvido discutindo com o suposto líder do grupo a seleção dos e-mails. A conversa revela o uso de um programa para identificar contas ativas, aumentando a chance de que as vítimas clicassem nos links maliciosos.
“Quero ver a produção de e-mail capturado. Aqueles e-mails que você capturou no primeiro dia não estavam bons”, disse o chefe do grupo. Marçal sugeriu que ele mesmo enviasse os e-mails, mas a ideia foi rejeitada pelo líder, que pediu para Marçal focar apenas na captura dos endereços eletrônicos.
A sentença judicial menciona outros seis áudios que confirmam a participação de Marçal no esquema. Em uma dessas gravações, o ex-coach menciona que está compactando os e-mails capturados para enviá-los ao líder do grupo, explicando que dois computadores estavam encarregados de capturar os endereços e outros dois de enviar as mensagens.
Outro trecho dos diálogos mostra o líder do grupo instruindo Marçal sobre como filtrar os e-mails para evitar endereços inativos, ao que Marçal responde afirmativamente, indicando que seguiria as orientações.
Com informações de Brasil 247 e O Globo






