O uso de drones por facções criminosas no Rio de Janeiro será tema de uma audiência pública da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O encontro acontece na próxima segunda-feira (30/09), às 10h.
Em fevereiro deste ano, o equipamento foi usado como lançador de granadas na disputa por território entre milicianos e traficantes na Gardênia Azul, Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro.
A Polícia Federal abriu uma investigação sobre o caso. Na apuração, descobriu-se ainda que os drones eram usados para monitorar ações policiais no Complexo da Penha, Zona Norte do Rio.
Na semana passada, a PF prendeu o cabo da Marinha Rian Maurício Tavares Mota, de 26 anos, suspeito de operar drones lança-granadas do Comando Vermelho. Ele tinha um bunker em sua residência no próprio Complexo da Penha.
Para o presidente da comissão, deputado Márcio Gualberto (PL), essas movimentações devem ser consideradas ato de terrorismo.
“Precisamos entender quais são os riscos desses drones estarem sendo utilizados, como é feito o controle desses drones e o que fazer para evitar que eles continuem sendo usados. Hoje eles estão jogando (granadas) uns contras os outros, mas também passar a jogar contra as instituições, Judiciário, Alerj, Palácio Guanabara, Ministério Público, batalhões e delegacias, o que custa? Nada!”, alertou o parlamentar.
Na audiência, é esperada a presença da Polícia Federal, responsável pela operação Buzz Bomb, contra drones lançadores de granadas do Comando Vermelho (CV); os secretários estaduais das polícias Civil e Militar; o secretário estadual de Segurança Pública, Victor Santos; além de representantes do Departamento de Controle do Espaço Aéreo.





