Ataques a Paes, troca de farpas e cordialidade fora do ar marcam debate da Veja

Com ausência do prefeito, candidatos que disputam a Prefeitura do Rio participaram de encontro promovido pela revista.

Se no ar não faltaram as tradicionais trocas de farpas, acusações e direitos de resposta, nos bastidores o clima foi de pura cordialidade entre os candidatos a prefeito do Rio que participaram do debate promovido pela revista Veja nesta quinta-feira (12/09). Sem a presença de Eduardo Paes (PSD) – que participava da sabatina de O Globo no mesmo horário -, Rodrigo Amorim (União), Tarcísio Motta (PSOL), Marcelo Queiroz (PP) e Alexandre Ramagem só concordaram quando o tema foi atacar o prefeito, que disputa a reeleição.

Para variar, Rodrigo Amorim e Tarcísio Motta começaram a se estranhar logo no começo. “Pitboy de meia-tigela”, “cavalo taradão”, “comedor de açúcar” foram algumas das expressões que marcaram o primeiro bloco, protagonizado pelos embates entre Amorim e Tarcísio e às unânimes críticas à ausência do prefeito Eduardo Paes.

No intervalo do debate, que foi transmitido pelas redes sociais da Veja, chamava a atenção o clima cordial entre todos, com direito a risadas e abraços entre um cuidado e outro dos assessores, como mostrava a transmissão que continuava no ar durante as pausas.

Clima de descontração entre os candidatos durante o intervalo do debate / Reprodução

Durante o debate foram abordados temas como segurança e diversidade. Rodrigo Amorim disse que caso seja eleito, as questões sociais serão delegadas a seu vice, o deputado estadual Fred Pacheco (PMN). No que diz respeito a Guarda Municipal, Rodrigo Amorim e Tarcísio Motta mostraram um raro alinhamento sobre o desvio de função dos agentes no combate a camelôs.

Entre um direito de resposta e outro, os ataques ao prefeito Eduardo Paes deram o tom durante todo o debate. Ramagem subiu o tom e disse que “a base da milícia estava toda lá (no governo de Eduardo Paes)”. Tarcísio Motta também mirou em Alexandre Ramagem, tentando associar sua imagem a do ex-prefeito Marcelo Crivella.  O delegado federal devolveu, afirmando que o candidato do PSOL diz que tem o apoio de Lula, mas que não conta com os votos dos eleitores petistas.

Marcelo Queiroz não passou desapercebido e também foi alvo dos adversários, tendo de se esquivar quando tentavam lhe associar ao presidente Lula. “Ele (Queiroz) é um esquerdista camuflado”, disparou Ramagem.

Ao falar sobre segurança, sua principal bandeira, Rodrigo Amorim apresentou algumas de suas propostas, entre elas a de uma parceria com as Forças Armadas para reforçar o efetivo nas ruas. O candidato do União Brasil também disse que pretende criar escolas católicas na rede municipal de educação e retomar as escolas cívico-militares.

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