Asilo clandestino é interditado por maus-tratos a idosos na Zona Oeste

Fiscalização encontrou idosos em situação de vulnerabilidade extrema em imóvel sem condições sanitárias em Campo Grande

Um asilo clandestino foi interditado, na manhã desta quarta-feira (28), em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, após uma denúncia apontar irregularidades graves nas condições de acolhimento de idosos.

A ação foi conduzida entre a Polícia Civil e agentes da Secretaria Municipal do Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida (SEMESQV). Equipes de fiscalização estiveram no imóvel localizado na Rua São Cirilo, nº 190, por volta das 7h, onde constataram o funcionamento irregular da unidade.

No local, uma mulher de 75 anos foi encontrada emagrecida, urinada e evacuada, acomodada em um ambiente insalubre, sem ventilação adequada, com infiltrações e presença de mofo.

Espaço não atende minimamente às normas sanitárias e de saúde | Crédito: Divulgação/ SEMESQV

Ela não fazia uso de medicamentos e não apresentou diagnóstico clínico ou laudo médico. Além dela, outro idoso, de 79 anos, foi identificado em estado de desorientação, circulando pelo espaço sem supervisão ou acompanhamento médico, também em situação de vulnerabilidade.

Durante a vistoria, os agentes constataram ainda desorganização estrutural no imóvel, ausência de alimentos, incluindo itens básicos e proteínas, e condições consideradas inadequadas para permanência humana.

Segundo os órgãos envolvidos, os idosos estavam submetidos à privação de alimentação, higiene e cuidados essenciais, além de expostos a risco iminente à integridade física.

De acordo com a avaliação técnica, o espaço não atendia a Lei Municipal e ao Estatuto da Pessoa Idosa, que trata de negligência, abandono e exposição a risco. O local foi totalmente interditado e os idosos encaminhados para locais seguros.

Na ação, atuaram o Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (IVISA-Rio), Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade (DEAPTI), Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) e Equipe de Saúde da Família e Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (COMDEPI).

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