Aras promete entrar em ação contra Roger Waters se cantor vestir roupa que lembra uniforme nazista em seus shows no Brasil

A PGR vai entrar em ação se Roger Waters vestir o figurino que estiliza um uniforme nazista em sua turnê de despedida, “This is Not a Drill”, que apresentará no Brasil no fim do ano. Foi que Augusto Aras prometeu numa reunião realizada ontem em Brasília com o advogado Ary Bergher, vice-presidente da Confederação Israelita do Brasil…

A PGR vai entrar em ação se Roger Waters vestir o figurino que estiliza um uniforme nazista em sua turnê de despedida, “This is Not a Drill”, que apresentará no Brasil no fim do ano.

Foi que Augusto Aras prometeu numa reunião realizada ontem em Brasília com o advogado Ary Bergher, vice-presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib) e presidente do Instituto Memorial do Holocausto, sediado no Rio de Janeiro.

No dia 29 de maio, Bergher enviou ao Ministério da Justiça uma representação em que pede providências caso o ex-Pìnk Floyd apresente o seu espetáculo com essa vestimenta.

Aras disse a Bergher que vai instar os MPF das capitais em que o cantor se apresentará (Rio, São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte) para que tomem providências antecipadas para que não seja permitido o uso do uniforme. 

Na quarta-feira, Bergher fez o mesmo pleito ao secretário nacional de Justiça. Augusto de Arruda Botelho.

Em maio, a turnê “This is Not a Drill” passou pela Alemanha e foi motivo de polêmica.  A polícia de Berlim abriu uma investigação sobre o espetáculo. E uma apresentação em Frankfurt chegou a ser cancelada, mas o músico conseguiu na Justiça o direito de realizá-la.

Waters se defende afirmando que o figurino mostra sua oposição ao fascismo e à intolerância. Em um comunicado, afirmou que o show em Berlim despertou “ataques de má-fé” de pessoas que querem caluniá-lo por discordarem de suas posições políticas e de seus princípios morais. Destacou que os elementos questionados na performance são “uma declaração em oposição ao fascismo, injustiça e fanatismo em todas as suas formas”. E disse que continuará a “condenar a injustiça e todos aqueles que a cometem”. 

Com informações da coluna de Lauro Jardim, de O Globo.

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