Aprovação de Lula se mantém estável em 46% e desaprovação fica em 51%, diz pesquisa Quaest

Levantamento mostra que percepção sobre economia e inflação influencia avaliação do governo

A 17ª rodada da pesquisa Genial/Quaest de avaliação do governo federal indica estabilidade na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o levantamento, 46% aprovam a gestão, enquanto 51% a desaprovam — índices idênticos aos registrados em agosto.

Avaliação geral do governo

A avaliação geral da administração também não apresentou grandes mudanças. Para 38% dos entrevistados, o governo é ruim ou péssimo, para 31% é bom ou ótimo e 28% o classificam como regular. A estabilidade se repete em todas as regiões do país e em diferentes recortes sociais, como gênero, idade, renda, escolaridade e religião.

Entre as expectativas, 50% afirmam que o governo está pior do que esperavam, contra 45% no mês anterior. Outros 27% consideram que está de acordo com o esperado, e 21% dizem que Lula está entregando mais do que imaginavam.

Influência da economia

O fator econômico continua sendo um dos principais elementos na percepção sobre o governo. O alívio sentido em agosto com a queda dos preços dos alimentos não se repetiu nesta nova rodada, reduzindo o impacto positivo para Lula.

Apesar disso, houve melhora na percepção sobre o mercado de trabalho. O percentual dos que acreditam que está mais fácil conseguir emprego hoje do que há um ano cresceu de 34% para 41%. Já os que afirmam que a situação piorou caíram de 55% para 49%.

Quando o assunto é poder de compra, 40% acreditam que ele deve melhorar nos próximos 12 meses, enquanto 37% projetam piora. Esse otimismo, ainda que limitado, contribui para evitar uma queda mais acentuada na avaliação do governo.

Programas sociais preservam apoio

Outro ponto que sustenta a aprovação do presidente é a continuidade dos principais programas sociais. O Minha Casa Minha Vida tem aprovação de 89%, seguido pelo Farmácia Popular, com 88%, e o Bolsa Família, com 80%. Desde março, aumentou de 51% para 65% o percentual dos que consideram esses programas direitos permanentes que não podem ser retirados.

Metodologia da pesquisa

O levantamento foi realizado entre os dias 12 e 14 de agosto, com 2.004 entrevistas presenciais em todas as regiões do país, envolvendo brasileiros com 16 anos ou mais.

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