Informações recebidas por integrantes do serviço de inteligência da Polícia Civil de São Paulo levaram ao ponto exato onde estavam mais nove metralhadoras que faziam parte do arsenal do Exército e foram furtadas do quartel de Barueri, São Paulo.
A apreensão ocorreu em Carapicuíba, na Grande São Paulo, na noite dessa sexta-feira (20), e foi marcada por intensa troca de tiros entre a polícia e criminosos. As armas seriam vendidas para uma organização criminosa.
As informações foram divulgadas pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, durante a madrugada deste sábado (21). Ao todo, 21 metralhadoras foram subtraídas do quartel, sendo 13 de calibre .50 e outras oito de calibre 7,62. O crime foi descoberto no último dia 10, durante uma inspeção. Até agora, 17 armas foram recuperadas.
Durante a semana, oito armas foram encontradas por policiais do Rio. Elas seriam vendidas a traficantes do Comando Vermelho (CV), mas a facção não concluiu a compra de parte das metralhadoras .50 porque estavam sem uma peça essencial para o uso.
O furto, que teria ocorrido entre os dias 5 e 8 de setembro, foi revelado pelo Metrópoles na semana passada. Os criminosos levaram 13 metralhadoras calibre .50, capazes de derrubar aeronaves, e oito calibre 7,62.
Por causa do desvio das armas, cerca de 480 militares ficaram aquartelados para investigação interna desde o último dia 11. O isolamento contribuiu para que o comando conseguisse ouvir depoimentos e afunilar o número de possíveis envolvidos no crime. A maioria da tropa foi liberada na terça-feira passada, mas cerca de 160 militares permanecem sem poder deixar o quartel.
O Comando Militar do Sudeste já identificou três militares que teriam ajudado no furto e investiga a atuação de outros integrantes da corporação e de civis. O diretor do Arsenal de Guerra de Barueri, Rivelino Barata de Sousa Batista, foi exonerado nesta sexta-feira pelo comandante do Exército, Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, e transferido de estado.
Com informações do Metrópoles.





