RICARDO BRUNO
Ainda sob os eflúvios de momo, na ressaca da folia, o Progressistas vai tratar de coisa séria: junta a sua tropa numa enorme pajelança no Clube Monte Líbano para lançar a candidatura do deputado federal Marcelo Queiroz à Prefeitura do Rio. Será quinta-feira, pós cinzas, 15 de fevereiro, com direito a presença do presidente nacional do partido, Ciro Nogueira.
Agendado dias após as operações de busca e apreensão para investigar a existência de uma organização criminosa infiltrada na Abin, o ato sinaliza também o definitivo afastamento da sigla da provável candidatura do delegado Alexandre Ramagem (PL), engendrada por Jair e Carlos Bolsonaro.
Convencido de que a companhia do delegado suspeito é desconfortável, o PP decidiu por um nome novo, preparado, representante da nova safra de políticos cariocas. Defensor da causa animal, o que lhe rendeu 73 mil votos nas últimas eleições, Queiroz tem 40 anos e uma respeitável trajetória: foi vereador, secretário de Administração e de Meio Ambiente da Prefeitura do Rio; deputado estadual e secretário de Agricultura do estado.
Como se não bastasse o desagrado com a companhia da dupla Ramagem/Carluxo, a direção estadual do PP está também incomodada com a falta de parceria do PL nas tratativas sobre candidaturas no interior. Os liberais têm lançado nomes em oposição a candidatos do PP em vários municípios. Parati, Mangaratiba e Campos dos Goytacazes são exemplos de relacionamento difícil entre as duas siglas da base do governador Cláudio Castro.
Pra valer, a candidatura de Marcelo Queiroz busca abrir uma clareira na selva da polarização ideológica em que o país mergulhou. O pré-candidato acredita que há espaço para um nome focado no debate de ideias e propostas para cidade, bem distante da radicalização que fraciona a política entre bolsonaristas e lulistas. “Um olhar pela cidade menos ideológico, mais pragmático e leve”, acrescenta.
TRÊS PERGUNTAS PARA MARCELO QUEIROZ
1)Por que razão se resolveu se candidatar?
O Rio de Janeiro precisa de uma nova força e há espaço para uma candidatura focada no debate de ideias e longe da polarização política. Um olhar pela cidade menos ideológico, mais pragmático e leve.
Fui vereador, deputado estadual, secretário de Administração e de Meio Ambiente da Prefeitura do Rio, e Secretário de Estado. Hoje, sou deputado federal, eleito com mais de 73 mil votos. Conheço a máquina pública e sei como a boa gestão reflete na melhoria dos serviços essenciais para a população, como Educação, Saúde e Transporte.
2)O que faria diferente na prefeitura ?
Hoje, a Prefeitura do Rio está inflada, com mais de 30 secretarias. No entanto, a Secretaria de Administração, que tinha uma história de 40 anos e ajudava a organizar toda a estrutura do Município, foi extinta. Os servidores precisam ser valorizados.
A Prefeitura do Rio está indo na contramão do mundo, com uma Secretaria do Meio Ambiente que não tem capacidade e nem autonomia para emitir o licenciamento ambiental. Desburocratização não significa desmonte.
3)Você acredita que possa contribuir para segurança pública de que forma?
Na segurança precisamos de uma prefeitura investindo pesado em câmeras. Não tem cabimento prédios com câmeras, shoppings com câmera, até polícia com câmera nos uniformes e uma cidade não estar a protagonismo de uma nova tecnologia que integre todos esses sistemas e amplie o alcance do monitoramento do dia a dia da cidade.
Com muita humildade, me sinto preparado para apresentar uma alternativa para a cidade que amo.





