Confirmado o nome de Douglas Ruas como candidato do PL ao governo do estado nas eleições de outubro, as atenções se voltam novamente para a escolha do governador-tampão — a quem caberá concluir o mandato de Cláudio Castro a partir de 5 de abril.
A definição de Ruas ajudou a aquietar a classe política, diante da necessidade de organizar estratégias e estruturar um palanque competitivo frente ao desempenho crescente de Eduardo Paes, que até então navegava em cenário sem adversários postos. A tranquilidade estabelecida pós-definição da chapa majoritária de outubro, abriu caminho para que Nicola Miccione se consolidasse como o nome favorito na eleição indireta que será promovida pela Alerj.
Sem a pressão de um suposto antagonismo com Douglas Ruas, o secretário da Casa Civil ganha tração nos bastidores. Castro conseguiu atrair para a órbita de seu provável candidato parlamentares de diferentes correntes ideológicas, com destaque para a centro-direita.
Nesta quarta-feira, um grupo de deputados estaduais — entre eles bolsonaristas de carteirinha, pedetistas e até filiados ao PSD de Eduardo Paes – foi visto nos corredores do Palácio Guanabara. Alguns faziam questão de declarar publicamente apoio ao Miccione que já contabiliza 45 votos. Salvo a ocorrência de um fato novo capaz de alterar o quadro, a probabilidade de eleição do chefe da Casa Civil é, neste momento, bastante elevada






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