O dólar comercial caiu nesta quarta-feira (25) e fechou a R$ 5,1246, no menor nível desde 21 de maio de 2024, refletindo a movimentação global da moeda americana e o ambiente político-econômico doméstico. A queda acompanha a tendência recente de valorização do real, impulsionada por fluxo estrangeiro e expectativas fiscais no país.
Já o Ibovespa encerrou o dia em leve baixa, pressionado principalmente por ações de grandes bancos, mesmo com o avanço de papéis ligados a commodities, o que limitou perdas mais intensas.
Fatores externos influenciam mercado
No exterior, investidores reagiram a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que abordou temas como inflação, tarifas comerciais e segurança internacional. O discurso anual Estado da União ocorreu em meio a sinais de desgaste político e às vésperas de novos eventos diplomáticos, o que elevou a cautela global.
Além disso, o mercado aguarda resultados corporativos relevantes no setor de tecnologia e novas sinalizações do Federal Reserve, fatores que costumam influenciar diretamente moedas e bolsas emergentes.
Política e fiscal no radar brasileiro
No Brasil, dados fiscais mostraram superávit do Governo Central em janeiro, reforçando a percepção de ajuste das contas públicas. O resultado, somado à expectativa de mudanças políticas futuras, é visto por parte do mercado como sinal de possível reforço na disciplina fiscal.
Pesquisas eleitorais e o debate sobre o cenário político de 2026 também influenciam decisões de investidores, que avaliam riscos e oportunidades no país.
Na véspera, o mercado já havia demonstrado sensibilidade a esse ambiente, com entrada de capital estrangeiro ajudando a derrubar o dólar e levar a bolsa a novas máximas históricas.






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