Após 25 anos de poder, Eduardo Eugênio pode deixar o comando da Firjan

RICARDO BRUNO A possibilidade de ser apeado do poder após 25 anos de controle absolutista da Firjan está inquietando Eduardo Eugênio Gouveia Viera a ponto de fazê-lo abandonar a fleuma própria dos lordes como se comportava. Em evento virtual com a participação do ministro Braga Neto, EEGG deu mostras de mandonismo e deselegância. Primeiro, cortou…

RICARDO BRUNO

A possibilidade de ser apeado do poder após 25 anos de controle absolutista da Firjan está inquietando Eduardo Eugênio Gouveia Viera a ponto de fazê-lo abandonar a fleuma própria dos lordes como se comportava. Em evento virtual com a participação do ministro Braga Neto, EEGG deu mostras de mandonismo e deselegância. Primeiro, cortou o sinal de sua adversária, a presidente licenciada da Associação Comercial Angela Costa. Depois, fez-se desairoso afirmando ao ministro que a oponente já não dirigia a entidade comercial, como se o afastamento provisório não tivesse sido decorrência da própria campanha.

Conhecido como EEGG, quase uma insígnia nobiliárquica, Eduardo Eugênio controla a Firjan por um quarto de século, num processo de perpetuação de poder que, ao longo dos anos, retirou vitalidade e energia da instituição. Perdeu-se a oxigenação natural decorrência da alternância de poder em ambientes democráticos. E a Firjan passou a ser gerida a partir de interesses mais individuais e menos representativos do conjunto de empresários fluminenses.

Uma análise dos 110 votos em jogo na eleição do próximo dia 17 permite concluir que o reinado de EEGG pode estar chegando ao fim. Até aqui, ele tem apoio de cerca de 43 entidades votantes, contra 48 de Angela Costa. Os 10 indefinidos irão selar o destino da entidade: se permanece sob o controle do atual presidente ou se se permite mudar em nome da benfazeja alternância de poder

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