Anvisa proíbe venda de suplementos Power Green por uso de ingredientes irregulares e propaganda enganosa

Agência faz alerta sobre promessas milagrosas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta quinta-feira (16) a comercialização, distribuição, propaganda e uso de todos os lotes dos suplementos alimentares da marca Power Green. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e foi motivada por irregularidades graves tanto na composição quanto na divulgação dos produtos. A informação é do O Globo.

De acordo com a Anvisa, os suplementos da Power Green foram indevidamente classificados como alimentos, embora contenham ingredientes proibidos para essa categoria, como castanha-da-índia, gengibre, ginseng, ora-pro-nóbis, valeriana e maca peruana. Essas substâncias não estão autorizadas para uso em suplementos alimentares e, segundo a agência, seu consumo sem controle pode representar riscos à saúde.

Além da composição inadequada, a Anvisa identificou propagandas enganosas veiculadas pela marca, com alegações de propriedades terapêuticas que são proibidas para suplementos. Os produtos prometiam efeitos como “melhora da circulação sanguínea”, “redução de dor e inflamação”, “equilíbrio hormonal”, “controle da glicemia”, “aumento da fertilidade e da libido”, entre outras promessas de efeitos medicinais e estéticos sem comprovação científica.

Segundo as normas da agência reguladora, suplementos alimentares não podem se apresentar como medicamentos, ou seja, não devem prometer tratar, prevenir ou curar doenças. “Cuidado com propagandas de produtos com promessas milagrosas, veiculadas na internet e em outros meios de comunicação, como rádio e TV”, alertou a autarquia em nota oficial.

A Anvisa reforçou que esse tipo de propaganda é comum em produtos comercializados como suplementos, embora muitos deles não tenham registro, autorização ou qualquer estudo científico que comprove a segurança e a eficácia das alegações. A agência também orienta os consumidores a sempre consultarem o site oficial antes de adquirir qualquer suplemento e denunciarem casos suspeitos.

Com a proibição, a Power Green deverá recolher os produtos já comercializados e suspender imediatamente todas as campanhas publicitárias. O descumprimento das determinações pode resultar em sanções administrativas e judiciais.

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