Antes de veto de Lula, governo já tinha pronta campanha para marcar os 60 anos do golpe militar: ‘sem memória não há futuro’

O Ministério de Direitos Humanos, desde o ano anterior, vinha elaborando ações interministeriais e planejava lançar uma campanha para marcar a efeméride

O governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, planejava realizar pedidos públicos de desculpas às vítimas da ditadura militar, além de outras ações simbólicas para marcar os 60 anos do golpe militar de 1964, que serão completados em 31 de março. Contudo, esses planos foram vetados pelo próprio Lula, numa tentativa de evitar possíveis confrontos com os militares, especialmente em meio às investigações sobre uma suposta articulação golpista envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e membros das Forças Armadas.

O Ministério de Direitos Humanos, desde o ano anterior, vinha elaborando ações interministeriais e planejava lançar uma campanha para marcar a efeméride. O slogan da campanha, registrado internamente na pasta, era “60 anos do golpe 1964-2024 – sem memória não há futuro”.

De acordo com documentos obtidos pela Folha de São Paulo, o ministro da pasta, Silvio Almeida, solicitava uma ação coordenada entre governo e sociedade civil para lembrar os 60 anos do golpe em um chamado para uma campanha interministerial e intersetorial. Outro documento da pasta incentivava os ministérios a planejarem novas ações, incluindo pedidos públicos de desculpas, como forma de reparação às vítimas da ditadura.

O texto enfatizava a importância de reconhecer e reparar os danos causados pela ditadura militar, convidando os ministérios a formularem atos de reparação, reconhecimento e/ou desculpas públicas a setores da população afetados pelas violências do regime.

Com informações da Folha de S. Paulo

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