Amorim decide acionar Renata Souza na Justiça após troca de acusações na Alerj

: Deputado afirma ter sido caluniado durante sessão e promete medida judicial contra parlamentar do Psol

A sessão ordinária desta quarta-feira (25) na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) foi marcada por um novo confronto entre o líder do governo, Rodrigo Amorim (União Brasil), e a deputada Renata Souza (Psol).

O embate ocorreu durante a declaração de voto sobre um projeto do deputado Carlos Minc (PSB) e terminou com o anúncio de que Amorim pretende interpelar judicialmente a parlamentar.

O projeto em discussão trata da obrigatoriedade de afixação de cartazes com informações sobre canais de atendimento das instituições responsáveis pela garantia dos direitos das mães. A proposta recebeu apoio de diferentes bancadas, mas o debate acabou extrapolando o mérito da matéria.

Elogio ao projeto e críticas ao governo

Ao se manifestar, Renata elogiou a iniciativa apresentada por Minc e defendeu sua aprovação. “O deputado Carlos Minc foi muito feliz em apresentar esse projeto. Ainda bem que foi aprovado, e a gente espera que seja sancionado”, afirmou.

Na sequência, a parlamentar fez críticas à condução de políticas públicas voltadas às mulheres e mencionou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) envolvendo o ex-governador Cláudio Castro.

Durante sua fala, também citou investigações relacionadas ao caso Ceperj e afirmou que “a família Amorim, por exemplo, deve prestar contas com relação ao Ceperj também em breve na Justiça do Estado do Rio de Janeiro”.

Ataques e acusações em plenário

Renata ampliou as críticas relacionando a situação à cassação de Castro e a investigações em curso. A deputada também mencionou o ex-presidente da Assembleia, Rodrigo Bacellar, ao falar sobre possíveis desdobramentos de apurações.

Durante o discurso, ela afirmou que a “extrema-direita está tremendo” diante das investigações e declarou esperar que “a justiça seja feita e que o povo do Rio de Janeiro se livre dessa corja”.

Reação imediata

Após ser citado, Amorim respondeu ainda durante a sessão. O parlamentar afirmou que houve extrapolação dos limites do debate e criticou o teor das acusações.

“Existe lei nesse país e ela tem que ser respeitada. O deputado tem que ter responsabilidade quando vem a esse microfone”, disse. Ele também afirmou que foi alvo de calúnia ao ser associado a práticas ilegais.

Amorim ainda rebateu as críticas e defendeu a ampliação de investigações, incluindo integrantes de outros partidos. “Quero, sim, que tenha investigação, sobretudo daqueles do Psol que mamavam na tetinha de Rodrigo Bacellar”, declarou.

Medida judicial anunciada

Ao final de sua fala, o líder do governo anunciou que tomará medidas judiciais contra a deputada. Segundo ele, a interpelação tem o objetivo de que Renata apresente provas das acusações feitas em plenário.

“Ela vai sofrer uma interpelação judicial, porque ainda continuo acreditando nas instituições desse país, e ela tem que dizer os crimes que eu cometi. Bandido é uma ova”, reagiu.

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