Durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta terça-feira (11), o líder do governo, deputado Rodrigo Amorim (União Brasil), defendeu que a base parlamentar mantenha uma postura unificada em relação ao primeiro escalão do Executivo.
Ele pediu mais coerência entre os aliados do Palácio Guanabara e criticou o comportamento de parlamentares que, segundo ele, “fazem reuniões sorridentes” com secretários, mas depois usam o plenário para atacá-los.
“Não adianta fazer reunião, audiência sorridente, tirando fotografia ao lado de secretários e vir aqui criticar”, disse Amorim, ao pedir que as divergências sejam discutidas diretamente com os titulares das pastas. E acrescentou:
“Vamos manter a mesma postura de vociferar no plenário, de botar a boca no trombone, que esse sim é o papel do parlamentar. Mas sustentar o mesmo tom de críticas quando estiver pessoalmente ao vivo, perante o governador e perante os secretários, que insistem, muitas vezes, em desrespeitar o Parlamento fluminense.”
Críticas a comandantes da PM
O discurso ocorreu durante a votação dos projetos voltados à segurança pública. Amorim também endossou as críticas feitas minutos antes pelo deputado Marcelo Dino (União Brasil) ao comandante do 15º BPM (Duque de Caxias), tenente-coronel Fábio dos Reis Silva. Segundo Dino, o oficial teria negado apoio para que ele ingressasse no bairro do Pantanal, área dominada pelo tráfico de drogas.
Aproveitando o tema, o líder do governo voltou sua atenção ao comandante do 6º BPM (Tijuca), tenente-coronel Rogério Brum de Souza, a quem acusou de comportamento inadequado.
“Soube agora que ele está se achando o dono dos grupos de moradores da Tijuca. Quando um coronel da PM pode se achar dono de algo? Isso tem um intuito claro de fazer cadastro pré-eleitoral para quem quer que seja, pode ser inclusive para o tal coronel Menezes”, afirmou, se referindo a titular da secretaria estadual da Polícia Militar, coronel Marcelo Menezez.
Alfinetadas a Menezes e defesa da coerência
Não é a primeira vez que o coronel Marcel Menezes enfrenta a fúria dos deputados. Ele foi criticado inúmeras vezes pela base governista, que o acusa de usar a estrutura da corporação com fins políticos. O oficial é apontado por parlamentares como potencial candidato a deputado estadual em 2026.
Amorim destacou que, apesar das divergências, a base deve agir com equilíbrio e transparência em suas críticas. “Sou contrário a qualquer tipo de interferência política na segurança pública, inclusive nas indicações de comandantes e delegados. Mas é preciso manter o mesmo tom de cobrança tanto aqui, na tribuna, quanto diante do governador e dos secretários”, afirmou.
O líder do governo encerrou o discurso pedindo “coerência e união” entre os aliados e reafirmando que a Alerj deve ser “a caixa de ressonância da população fluminense.”






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