Amorim intensifica críticas a Marcelo Menezes durante debate na CCJ

Deputado questiona atuação do secretário estadual da Polícia Militar e levanta suspeitas sobre decisões administrativas e novos programas

O secretário estadual de Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, voltou a ser alvo de críticas do deputado Rodrigo Amorim (União Brasil) durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), nesta quarta-feira (18).

Presidente do colegiado e líder do governo, Amorim direcionou questionamentos ao oficial no contexto da discussão das emendas apresentadas ao projeto de lei do Executivo que prevê a instalação de câmeras de videomonitoramento nos municípios do estado.

As declarações ocorreram ao longo do debate sobre a proposta, quando o parlamentar associou decisões recentes do secretário a motivações políticas e criticou a condução de iniciativas da corporação.

Questionamentos sobre batalhão em Maricá

Durante a sessão, Amorim mencionou novamente a escolha do número 13 para o Batalhão de Polícia Militar de Maricá, cidade governada pelo prefeito Washington Quaquá, filiado ao PT. O deputado afirmou que a decisão tem conotação política e criticou o que classificou como postura inadequada.

Ele afirmou que já tomou providências sobre o caso. “Continuo a me insurgir contra isso. Essa postura eleitoral é um tapa na cara desse Parlamento. Já encaminhei ofícios e temos um projeto de decreto legislativo na Casa para sustar isso, e que espero que vá a pauta. Na verdade, espero que o próprio coronel faça essa revisão e retire o número”, disse.

Críticas ao programa Bairro Presente

Amorim também relatou ter recebido denúncia envolvendo a criação do programa chamado Bairro Presente. Segundo o deputado, a iniciativa estaria sendo implementada sem alinhamento com o governo estadual e em paralelo ao programa Segurança Presente, já existente.

Ao comentar o tema, ele afirmou que a condução do programa levanta questionamentos. “Isso confronta com o programa Segurança Presente, que já existe. Criou para fazer proselitismo político e está conduzindo a toque de caixa, pois daqui a pouco está indo embora. Não convidada e ainda invade a base eleitoral de deputados”, reclamou.

O parlamentar também mencionou a realização de eventos de lançamento do programa. Segundo ele, haveria inaugurações com estrutura festiva, sem comunicação prévia a nenhum órgão do estado.

Cobranças e novos questionamentos

Durante a sessão, Amorim ainda afirmou ter solicitado informações sobre gastos relacionados ao uso de aeronaves. Ele disse que encaminhou ofícios para obter esclarecimentos sobre voos de helicópteros realizados pelo secretário.

“Já enviei ofícios para saber das gastanças com voos de helicópteros que o coronel tem feito para fazer campanha. Temos que saber quem é o padrinho dele. Quero dizer que a soberba precede a queda”, afirmou.

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