Líder do PL na Câmara do Rio, Rogério Amorim, surpreendeu ao falar na tribuna na sessão desta terça-feira (3), em que está prevista a votação da Guarda Armada armada, com uma denúncia de uma cartilha que instrui, através do uso de medicação, gestantes realizarem aborto em casa. O procedimento é proibido no Brasil, com exceções como casos de estupro.
De acordo com Amorim, que é médico-cirurgião, o material, além de ilegal, provoca riscos à saúde de meninas e mulheres, visto que pode causar óbito por conta de possíveis problemas de coagulação ou coronários que a gestante pode ter, mesmo sem conhecimento. O material foi entregue pelo vereador Pedro Duarte (Novo) ao colega e a autoria é de uma organização voltada para o ensino das técnicas.
Para o conservador, o conteúdo quer estimular a política do aborto, sem levar em conta os riscos do procedimento feito de forma amadora.
“Querem lacrar e pouco se importam se esta criança ou jovem irá morrer ao tentar interromper a gestação”, alertou.

Em seguida, o vereador Rick Azevedo (PSOL) contestou Amorim e citou uma ocupação de sem-tetos na Região Portuária, pedindo “para se preocupar com quem está vivo”.
No mês passado, Rogério Amorim protagonizou uma discussão ao ter aprovado um projeto de lei que obrigada a rede de saúde no município ter informações sobre os danos do aborto à saúde e à vida da gestante. O material foi duramente criticado pela esquerda e até pela secretária municipal da Mulher, Joyce Trindade, que deixou o cargo por dois dias em resposta à aprovação do PL, que leva o nome da líder do PSD, partido de Joyce, na coautoria, a decana Rosa Fernandes. Além de Rosa, outras mulheres como Talita Galhardo (PSDB) votaram a favor da matéria e acabaram, por tabela, ofendidas por Joyce.






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