A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Rio de Janeiro (OAB-RJ) recebeu uma denúncia de um grupo de alunas e ex-alunas do Colégio Brigadeiro Newton Braga, na Ilha do Governador, na Zona Norte, que alegam ter sofrido assédio sexual cometido por dois professores da instituição, subordinada à Força Aérea Brasileira (FAB).
A reportagem é do jornal O Dia:
Os abusos teriam ocorrido do ano de 2014 até 2020, enquanto as vítimas ainda eram alunas da unidade e, algumas delas, menores de idade.
Algumas relataram ainda que já tinham conhecimento de assédio antes mesmo de 2014. No material fornecido para a OAB, constam prints de aplicativos de mensagens, onde os professores Eduardo Silva Mistura, que leciona História, e Álvaro Luiz Pereira, responsável pelas aulas de Educação Física, apresentam um comportamento abusivo de maneira constante com as estudantes. Ambos dão aulas para o ensino médio e fundamental da instituição.
A direção do Colégio Brigadeiro Newton Braga confirmou a abertura de uma sindicância para apurar as denúncias das alunas. De acordo com os alunos, as investigações internas estariam acontecendo desde 2020, mas ainda não foram concluídas. Para eles, a direção tornou-se conivente com os abusos.
Os professores chagaram a ficar afastados por 120 dias, mas já retornaram aos seus postos e estão em sala de aula até o momento, já que o resultado do Processo Administrativo Disciplinar (Pad) ainda não foi informado.
O grupo buscou auxílio jurídico com objetivo de conseguir que o Ministério Público Federal (MPF) investigue o caso, já que o colégio é ligado a uma das forças militares do Brasil.
Os relatos começaram com o movimento “Exposed Newton” em maio de 2020 no twitter, onde os alunos expuseram todas as mensagens com indícios de abuso.
Veja alguns prints:









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