Aliança de Paes com o Republicanos pode dificultar planos de Pedro Paulo para o Senado

Aliados afirmam que a possibilidade de o partido ligado à Igreja Universal se juntar à coligação é justamente através da vaga do Senado

1–2 minutos

Rodrigo Vilela

Os planos do deputado Pedro Paulo de se candidatar ao Senado pelo PSD podem cair por terra, diante da vontade do prefeito do Rio, Eduardo Paes, em atrair o Republicanos para a aliança que encabeçará ao governo, nas eleições deste ano. Aliados de Paes afirmam que a possibilidade de o partido ligado à Igreja Universal se juntar à coligação é justamente através da vaga do Senado, que Paes poderia negociar. A outra vaga da coligação do espectro de centro-esquerda deve caber à candidatura de Benedita da Silva, pelo PT.

Desta forma, Pedro Paulo teria os planos dificultados. Curiosamente, o deputado Marcelo Crivella, que nos últimos anos se colocou como adversário político de Paes, tenta se viabilizar para o Senado pelo Republicanos, o que geraria um palanque inusitado.

Entretanto, a possibilidade de o ex-prefeito conseguir ser o nome do Republicanos nesta vaga é considerada remota. Correligionários de Crivella argumentam que ele ainda é associado à baixa popularidade da sua gestão e, portanto, a legenda deve procurar outro nome.

A participação do Republicanos no palanque, apesar dos espaços no mandato de Paes, ainda é motivo de controvérsias internas. Como Paes deve caminhar ao lado de Lula em âmbito nacional, a sigla ligada à Igreja se vê diante de um paradoxo, já que estaria no mesmo palanque do presidente no Rio, enquanto pediria votos para a candidatura da direita no restante do país. O principal quadro do partido, o governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas, deve coordenar parte da campanha do filho primogênito de Jair Bolsonaro.

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