A Assembleia Legislativa do Estado do Rio DE Janeiro (Alerj) lançou, nesta quinta-feira (30/03), a Frente Parlamentar em Defesa da Implementação do Piso Nacional do Magistério na Educação Estadual e da Valorização dos Profissionais de Educação. No evento, o presidente da Frente, Flávio Serafini (PSOL), destacou que ela é composta por deputados de seis partidos diferentes, o que reforça a representatividade do colegiado.
O encontro contou ainda com a presença de entidades representativas da classe. O debate teve como foco central a importância de ser cumprida a Lei Federal que estabelece o piso salarial da categoria em R$ 4.420,36. Hoje, segundo informações dos integrantes da Frente, o piso dos professores estaduais está na metade deste valor.
Flávio Serafini destacou ainda que a criação da Frente em Defesa do Piso tem o objetivo não só de interceder junto ao Governo Estadual para que respeite o piso, mas também lutar pela valorização dos profissionais de educação.
“Nosso estado paga os mais baixos salários do país aos professores. Isso significa uma desvalorização do magistério e precarização da escola pública.
Hoje, portanto, o Parlamento dá um passo importante para romper com o ciclo de desvalorização do profissional de educação. A gente quer professor ganhando salário digno e com carreira estruturada. A gente quer que o conjunto dos profissionais de educação sejam valorizados” disse Serafini.
Já o deputado Carlos Minc (PSB) destacou que a criação da Frente é uma ferramenta importante para pressionar politicamente o governo a atender esta reivindicação da classe. A deputada Elika Takamoto (PT) reafirmou que o seu mandato prioriza uma educação de qualidade e que é preciso que o estado cumpra a Lei.
Diversas entidades de classe ligadas à educação estiveram presentes ao evento, bem como vereadores e outras autoridades. Para Duda Queiroga, da Confederação Nacional de Educação, o piso nacional do magistério é uma conquista do profissional brasileiro. “É preciso que além do piso, o profissional de educação tenha uma evolução salarial ao longo da carreira”, observou.
A deputada Dani Balbi (PC do B)destacou que o piso tem que ser o salário base e não pode ser pago na forma de abono, como algumas entidades da federação têm feito.
A Frente Parlamentar em Defesa do Piso do Magistério é composta também pelos deputados Sérgio Fernandes (PSD), Carlos Minc (PSB), Elika Takamoto (PT), Dani Balbi (PC do B), Luiz Paulo (PSD), Jari Oliveira (PSB), Andrezinho Ceciliano (PT), Verônica Lima (PT), Marta Rocha (PDT), Professor Josemar (PSOL), Yuri (PSOL) e Renata Souza (PSOL).
As informações são do site da Alerj.






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