O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), divulgou nesta sexta-feira (6) um “Manifesto ao Brasil”, documento em que apresenta reflexões sobre os desafios do país e defende a construção de agendas mais claras e de longo prazo para o futuro nacional.
No texto, Leite critica o ambiente de polarização política e afirma que o debate público tem sido dominado por disputas ideológicas que, segundo ele, não contribuem para a solução dos problemas do país.
“O Brasil permanece dividido, fragmentado e excessivamente concentrado em disputas ideológicas e paroquiais que não produzem solução. Enquanto outras nações formulam estratégias para 20, 30 ou 50 anos, nós discutimos o dia seguinte. No lugar de debater nossos desafios, ficamos discutindo desafetos”, escreveu.
A carta também aborda temas em evidência na política brasileira, como transição energética, mercado externo, emendas parlamentares, benefícios adicionais no serviço público e o chamado Caso Master.
Nos bastidores políticos, o manifesto é interpretado como um gesto em tom de pré-candidatura à Presidência da República em 2026.
Leite é apontado por aliados como o favorito do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para liderar um projeto presidencial da sigla. Ele disputa espaço interno com os governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Ratinho Junior (Paraná).
Kassab já afirmou publicamente que o partido deve anunciar até 15 de abril o nome que representará a legenda na corrida ao Palácio do Planalto.
Recentemente, Leite também admitiu a possibilidade de deixar o governo do Rio Grande do Sul dentro do prazo legal caso decida disputar outro cargo. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a data-limite para desincompatibilização de governadores que pretendem concorrer à Presidência em 2026 é 4 de abril daquele ano.
Em segundo mandato no estado, o governador não pode disputar a reeleição. O cenário aumenta as expectativas sobre sua participação em uma eleição nacional.
No início de 2025, Leite deixou o PSDB após 24 anos de filiação e ingressou no PSD. Na ocasião, afirmou estar pronto para participar da construção de um “projeto nacional”.






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