Em assembleia geral realizada nesta quinta-feira (dia 15), o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) decidiu por unanimidade manter a greve da rede estadual, que completará um mês no próximo sábado. Os representantes da categoria tinham uma reunião com a Secretaria estadual de Educação (Seeduc), Roberta Barreto, marcada para a manhã de hoje, mas o encontro não ocorreu. O motivo não foi informado pela pasta.
De acordo com o governo do Rio, a paralisação tem adesão de 23% da rede. Segundo o sindicato, o percentual chega a 70%. A greve exige o pagamento do piso salarial do magistério — estabelecido por decreto federal — adequado ao plano de carreira dos educadores. O Estado alega impossibilidade econômica para atender à demanda da categoria.
Nesta quarta-feira (dia 14), os educadores fizeram vigília na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e caminharam até o prédio da Seeduc, onde se envolveram em confusão com agentes da Polícia Militar. A corporação alegou que o desentendimento aconteceu por causa de uma tentativa dos manifestantes de furar um bloqueio policial.
Hoje, os professores da rede estadual de ensino se dividem em nove níveis dentro do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). Quando é nomeado, o profissional entra no primeiro estágio e, a cada três anos de serviço, sobe um degrau. Com a implantação do piso nacional do magistério, o primeiro nível da pirâmide terá um reajuste de 12%.
Com a mudança, todos os profissionais da Educação do RIo que estiverem abaixo do piso nacional do magistério, de R$ 4.420, vão passar a receber esse valor. A reivindicação da categoria é de que, a partir do reajuste concedido ao primeiro nível, agora adequado ao piso nacional, os outros níveis recebam também a correção de 12%, com base no degrau anterior da escala.
A Secretaria de Estado de Educação disse que recebeu a proposta apresentada pelo Sepe à Alerj. As reivindicações já foram encaminhadas à Casa Civil, que levará a proposta para a análise da Comissão do Regime de Recuperação Fiscal.
Em nota, a Secretaria afirmou que “além de garantir que nenhum professor da rede receba menos que o piso nacional do magistério, o Governo do Rio, desde agosto de 2021, já investiu quase R$ 1 bilhão em benefícios para os profissionais do magistério, e também concedeu 20% de recomposição para todos os servidores nos últimos dois anos”.
A secretaria acrescentou ainda que “sempre pautou suas ações pelo respeito e o diálogo. E enaltece o compromisso da maioria dos educadores (77%) que está em sala de aula e acredita no entendimento entre os profissionais de educação”.
Com informações do GLOBO.





