Alerj aprova projeto que torna Feira de São Cristóvão patrimônio histórico estadual

A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) entrou em clima de Nordeste nesta quinta-feira (28/09). Ao som do forró, a galeria da Casa lotou de barraqueiros para acompanhar a votação do projeto de lei que torna a Feira de São Cristóvão patrimônio histórico do estado. A proposta da Tia Ju (Republicanos), aprovada em primeira discussão, prevê…

A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) entrou em clima de Nordeste nesta quinta-feira (28/09). Ao som do forró, a galeria da Casa lotou de barraqueiros para acompanhar a votação do projeto de lei que torna a Feira de São Cristóvão patrimônio histórico do estado. A proposta da Tia Ju (Republicanos), aprovada em primeira discussão, prevê ainda a valorização do espaço como polo turístico, cultural e gastronômico.

A feira já é considerada Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, mas o objetivo da proposta agora é valorizar o local como parte integrante da história fluminense, sendo o mais importante espaço de representação nordestina no estado. Foi nos anos 1940, que na região onde se encontra a Feira de São Cristóvão ou Feira dos Nordestinos, como ficou conhecida, se tornou um centro de retirantes de quem vinha trabalhar na construção civil.

“Lá é possível experimentar o melhor do Nordeste, se divertindo com música regional, conhecendo de perto a cultura da região, através de bebidas, artesanato e o folclore. Mas o objetivo da lei é também uma forma de intensificar, valorizar e investir naquele espaço tão importante”, diz Tia Ju, que é baiana, e presidiu a sessão com um chapéu de couro na cabeça. “Na segunda votação, faremos um banquete aqui”, brincou.   

Em maio, a prefeitura do Rio lançou um edital de licitação para concessão do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas (antigo Pavilhão de São Cristóvão), onde, desde 2003, funciona a feira. A medida gerou polêmica e acabou sendo suspensa depois de uma reunião do governo com representantes dos comerciantes. A ideia agora é que os termos do edital possam ser debatidos com os feirantes antes de serem divulgados.

Acarajé Imaterial

Na mesma sessão, também foi aprovado o reconhecimento do acarajé como patrimônio de valor histórico do estado. O texto, de Renata Souza (Psol) não enfrentou resistências, mas não fugiu da ironia de Carlos Minc (PSB). “A Renata aprovou o projeto, mas não trouxe nenhum acarajé”. A deputada, entrando na brincadeira, retrucou: “Vou deixar a tarefa para a baiana Tia Ju”. “Vou trazer o acarajé e a carne de sol”, finalizou a republicana.

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