O projeto de lei que torna a Feira de São Cristóvão patrimônio histórico do estado foi aprovado em segunda discussão, nesta terça-feira (10/10), na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A proposta, da deputada Tia Ju (Republicanos), prevê ainda a valorização do espaço como polo turístico, cultural e gastronômico.
A feira já é considerada Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, mas o objetivo da proposta agora é valorizar o local como parte integrante da história fluminense, sendo o mais importante espaço de representação nordestina no estado. Foi nos anos 1940, que na região onde se encontra a Feira de São Cristóvão ou Feira dos Nordestinos, como ficou conhecida, se tornou um centro de retirantes de quem vinha trabalhar na construção civil.
“Lá é possível experimentar o melhor do Nordeste, se divertindo com música regional, conhecendo de perto a cultura da região, através de bebidas, artesanato e o folclore. Mas o objetivo da lei é também uma forma de intensificar, valorizar e investir naquele espaço tão importante”, diz Tia Ju, que é baiana, e presidiu a sessão com um chapéu de couro na cabeça. “Na segunda votação, faremos um banquete aqui”, brincou.
Em maio, a prefeitura do Rio lançou um edital de licitação para concessão do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas (antigo Pavilhão de São Cristóvão), onde, desde 2003, funciona a feira. A medida gerou polêmica e acabou sendo suspensa depois de uma reunião do governo com representantes dos comerciantes. A ideia agora é que os termos do edital possam ser debatidos com os feirantes antes de serem divulgados.
O texto agora segue para o governador Claudio Castro, que terá 15 dia para vetar ou sancionar a proposta.





