Alerj abre ano legislativo com foco na crise financeira e segurança pública no estado

Governador Cláudio Castro apela pela união dos poderes para superar desafios e destaca apoio do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar.

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) deu início oficial ao ano legislativo, nesta terça-feira (04), em uma cerimônia que contou com a presença do governador Cláudio Castro, secretários de estado, políticos e demais autoridades. O evento marcou o retorno dos trabalhos parlamentares após o recesso e delineou as prioridades para os próximos dois anos.

Em seu discurso, o governador Cláudio Castro destacou a necessidade de união entre os poderes para enfrentar os principais desafios do estado, com destaque para a crise financeira e a segurança pública. Castro enfatizou que o estado precisa trabalhar em conjunto para superar a difícil situação econômica e garantir a segurança da população.

O governador iniciou sua fala parabenizando o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), por sua reeleição unânime na segunda-feira (03), chamando-o de “amigo e irmão”. Apesar de mostrar otimismo com os próximos dois anos, Castro alertou que o maior desafio será o Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag) e a saúde financeira do estado. 

Ele mencionou que a dívida com a União, que atualmente soma R$ 211 bilhões, pode ter um impacto significativo na vida dos cidadãos. O governador ressaltou que o estado já pagou quase o mesmo valor em juros, o que o leva a crer que o montante já está quitada.

Cláudio Castro afirmou que tem investido em áreas como educação, saúde e segurança pública, reconhecendo que esta última ainda é um dos grandes problemas do governo. Ele informou que foram investidos mais de R$ 4 bilhões no setor de segurança, incluindo melhorias salariais e tecnologia. 

O governador voltou a criticar a ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”, que, segundo ele, impede as operações policiais. Apesar das dificuldades, Castro informou que foram apreendidas 15 mil armas, incluindo 700 fuzis, e mencionou que “são as armas que chegam aos criminosos porque as fronteiras do país não são bem controladas”.

Estão presentes ainda na cerimônia de abertura os presidentes do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Cardozo, e do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Márcio Pacheco, do procurador-geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira, e do defensor público-geral, Paulo Vinicius Cozzolino.

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