O aiatolá Alireza Arafi foi eleito neste domingo (1º) como líder supremo interino do Irã para comandar o processo de escolha de um novo comandante para o país.
O anúncio ocorre um dia após a morte de Ali Khamenei durante os ataques ao Irã coordenados entre os EUA e Israel.
Arafi foi nomeado como membro jurista do conselho, órgão temporário encarregado de cumprir o papel atribuído ao líder supremo até que a Assembleia de Peritos eleja um novo líder.
O novo líder era membro clérigo do Conselho dos Guardiões. Agora, fará parte do conselho ao lado do presidente Masoud Pezeshkian e do chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejei.
O sistema de poder iraniano reúne líderes eleitos, clérigos nomeados e militares. O líder supremo Ali Khamenei, morto no ataque, estava no topo da hierarquia política e militar do Irã.
Ele foi nomeado de forma vitalícia em 1989 pela Assembleia dos Peritos. Aiatolá Ali Khamenei reunia o poder direto ou indireto sobre todos os assuntos do Estado. Ele nomeava os principais funcionários, incluindo os chefes da mídia estatal e do Judiciário, e tem representantes em quase todas as principais organizações.
Como foi a morte de Khamenei
O líder iraniano, que governou o país por quase quatro décadas, morreu durante os bombardeios deste sábado (28).
Acusado por opositores e organizações internacionais de reprimir duramente adversários internos, foi descrito pelo presidente norte-americano Donald Trump como um dos líderes mais malignos da história.
“Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários”, escreveu em uma rede social.
Trump afirmou que o líder supremo iraniano foi localizado graças a sistemas de inteligência e rastreamento coordenados entre Washington e Tel Aviv. Segundo ele, não houve possibilidade de fuga.
O presidente dos EUA também indicou que novas ofensivas podem ocorrer nos próximos dias. Segundo ele, a operação militar tem como objetivo desmantelar estruturas estratégicas ligadas ao regime iraniano.






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