O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), se filia nesta quarta-feira ao PSD com ambições eleitorais que podem torná-lo pré-candidato à presidência da República. Mas que, se for verdadeira a informação divulgada pelo Painel da Folha, já o transforma em inimigo preferencial dos bolsonaristas.
Na nova sigla, a previsão é que o senador mineiro será um alvo constante da artilharia de deputados e ministros governistas, sobretudo de Paulo Guedes (Economia).
Os bolsonaristas buscarão atrelar todas as derrotas de projetos do Planalto a suposta ação política de Pacheco, com a intenção de desgastar o presidente, mirando 2022.
O Senado já tem uma série de matérias de interesse do governo paradas: a reforma do Imposto de Renda, a privatização dos Correios, a alteração de regra de cálculo do ICMS de combustíveis e a análise da indicação de André Mendonça ao STF.
O que seguir parado daqui para frente poderá ser atribuído a eventuais sonhos presidenciais do senador.
O que não se leva em conta, nas notas que começam a ser publicadas a respeito, é que tornar-se adversário de Bolsonaro e do bolsonarismo pode ser de grande interesse de qualquer candidato a ocupar a posição de terceira via na eleição presidencial.
Líderes do governo já se referem a Pacheco como traidor. Dizem que Bolsonaro o ajudou a ser eleito presidente do Senado e não recebeu o empenho dele em troca. Reclamam também que o presidente do DEM, ACM Neto, fez esforço pela eleição do mineiro, deixando de lado a disputa pela presidência da Câmara, para agora ele mudar de sigla. Já são argumentos para desgastar Pacheco politicamente.






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