Agentes fazem demolição de construções irregulares no entorno do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu

Região sofre influência do crime organizados, segundo autoridades

A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) e a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) realizarão, nesta quinta-feira, a demolição de 19 construções irregulares situadas a menos de 250 metros do Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. De acordo com as autoridades de segurança, a área é fortemente influenciada pelo crime organizado. A construção de edificações nesse local é proibida por lei.

Dos imóveis que estão sendo demolidos, 12 estavam desocupados, enquanto apenas dois ainda eram habitados. Além disso, outras cinco estruturas estavam sendo usadas como criadouros de animais. Engenheiros da Prefeitura do Rio estimam que os responsáveis pelos imóveis terão um prejuízo de cerca de R$ 2 milhões. Todos os proprietários foram devidamente notificados, conforme informou a Seop.

Durante a operação os agentes removeram duas carcaças de veículos abandonados e desfizeram duas ligações clandestinas, uma de luz e outra de água.

“Essas são construções ilegais erguidas às margens do complexo penitenciário. Estão em uma área de segurança do Complexo de Gericinó, e por isso a importância dessa operação preventiva. Então, a prefeitura, em apoio aos órgãos de segurança, continuará fazendo esse trabalho de prevenção, de ordenamento na cidade e também de apoio à segurança pública”, disse o secretário de Ordem Pública, Brenno Carnevale.

Também participam da operação agentes da Secretaria municipal de Assistência Social, da Secretaria municipal de Proteção e Defesa dos Animais, da Comlurb, da Cedae, da Light, da Rio Águas e da Rio Luz.

Ações anteriores

Uma outra operação feita pela Seop, pelo Ministério Público, pela Polícia Militar e pela Seap, em 25 de fevereiro, demoliu outras 22 construções irregulares, também nas imediações do Complexo de Gericinó. Todas elas estavam na área de segurança dos presídios.

De acordo com o MP, as invasões de propriedade e construções clandestinas ao redor do complexo prisional, supostamente orquestradas pelo Comando Vermelho, facilitam fugas e a entrada de itens proibidos nas cadeias.

Em agosto de 2024 a Seop realizou uma outra operação naquela região, quando demoliu construções irregulares e desfez um grande loteamento ilegal caracterizado pela expansão de um condomínio. O loteamento e as construções eram ilegalizáveis e ocupavam aproximadamente 150 mil m² em área considerada de interesse público para fins de desapropriação, sendo área de segurança do complexo penitenciário.

As operações foram planejadas a partir de um relatório da Subsecretaria de Inteligência Seap, que aponta que criminosos do CV vêm instituindo bases de atuação no entorno do complexo penitenciário com o objetivo de tomar os bairros próximos para formar um cinturão ao redor das unidades prisionais, onde estão presos os principais chefes da facção.

Com informações de O GLOBO.

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