O advogado de Donald Trump, Martin De Luca, fez duras críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), após este afirmar que não irá pautar o pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A declaração ocorre em meio à ofensiva de aliados do presidente dos EUA contra autoridades brasileiras e ao aumento das tensões políticas entre Brasília e Washington. A informação é da coluna de Paulo Cappelli no portal Metrópoles.
“Se até mesmo a unanimidade no Senado é irrelevante, para onde o Brasil está indo?”, questionou De Luca. Ele fazia referência à coleta de 41 assinaturas por senadores da oposição para a abertura do processo de impeachment de Moraes. Apesar do apoio de quase metade da Casa, Alcolumbre afirmou que “nem com todas as 81 assinaturas” colocaria o processo em votação.
Em publicação nas redes sociais, o advogado de Trump destacou que “após semanas de protestos, censura desenfreada e crescentes detenções políticas, a maioria dos senadores brasileiros assinou um pedido formal de impeachment de Alexandre de Moraes”.
The masks are coming off for the “defenders” of Brazilian democracy.
— Martin De Luca (@emd_worldwide) August 7, 2025
After weeks of protests, rampant censorship, and escalating political detentions, a majority of Brazil’s senators have now signed a formal request to impeach Alexandre de Moraes.
But Brazilian Senate… pic.twitter.com/Esq8mYQvm6
Para De Luca, a postura do presidente do Senado representa um bloqueio ao próprio funcionamento institucional do país. “Há 81 senadores no Brasil. Alcolumbre está dizendo que, mesmo que cada um deles peça o impeachment de Moraes, ele o bloqueará de qualquer maneira. Agora, a própria instituição com poderes para responsabilizar Moraes está sendo impedida de fazê-lo”, afirmou.
Alcolumbre justificou sua posição dizendo que a decisão sobre o impeachment de Moraes depende de avaliação jurídica e política. “Não estamos diante de uma questão meramente numérica, mas de uma avaliação jurídico-política que envolve justa causa, prova, adequação legal e viabilidade. A decisão cabe ao presidente do Senado, no exercício de suas prerrogativas constitucionais. Em respeito ao diálogo democrático e atenção à oposição, reafirmo que qualquer pedido será analisado com seriedade e responsabilidade”, afirmou o presidente do Senado.
A resistência de Alcolumbre em avançar com o processo fez com que ele passasse a ser alvo de sanções anunciadas por Donald Trump contra autoridades brasileiras.






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