Acusado nega conhecer mulher atropelada, mas testemunhas o desmentem

Depoimentos apontam atropelamento intencional e motivado por ciúmes; vítima teve as pernas amputadas e está na UTI

Douglas Alves da Silva, 26 anos, acusado de atropelar e arrastar por cerca de um quilômetro a jovem Tainara Souza Santos, 30, na Marginal Tietê, em São Paulo, afirmou que não conhecia a vítima. Ao deixar a Central de Flagrantes nesta segunda-feira, ele manteve o rosto coberto e declarou estar “arrependido desde a primeira hora”. Tainara, mãe de duas crianças, permanece internada na UTI após ter as pernas amputadas em decorrência da violência.

Testemunhas dizem que atropelamento foi proposital

Relatos colhidos pela polícia contradizem diretamente a versão do suspeito. Testemunhas afirmam que Douglas perseguiu a vítima por ciúmes, acelerou o carro contra ela e, após atingi-la, puxou o freio de mão para aumentar a pressão e o atrito do veículo sobre o corpo da mulher.
Um funcionário do bar disse ter visto o momento em que o carro avançou deliberadamente contra Tainara. Pessoas que estavam no local tentaram impedir que ela fosse arrastada, mas o motorista fugiu em alta velocidade.

Investigação aponta tentativa de feminicídio

A Polícia Civil apura o caso como tentativa de feminicídio. Familiares de Tainara afirmam que Douglas era seu ex-namorado — versão que contraria o discurso do suspeito. A prisão aconteceu na madrugada de domingo, em um hotel na Vila Prudente. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), Douglas resistiu à abordagem e avançou contra um policial, sendo contido e levado a um hospital antes de permanecer detido.

O que ocorreu na madrugada do crime

O atropelamento aconteceu após Tainara deixar um bar no Parque Novo Mundo, na Zona Norte. Ela foi socorrida em estado gravíssimo e levada ao Hospital Municipal Vereador José Storopolli, na Vila Maria.

Contradições reforçam suspeita de crime intencional

Enquanto Douglas segue alegando desconhecer a vítima, os depoimentos e informações preliminares reunidos pela polícia sustentam que o ato foi intencional e motivado por ciúmes. A Justiça de São Paulo deve decidir pela manutenção da prisão após a audiência de custódia.

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