O ex-jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho depõe nesta quinta-feira (31) à CPI das Pirâmides Financeiras na Câmara. Ele já havia faltado a duas convocações anteriores e, segundo o comando da CPI, estaria sujeito a ser conduzido à comissão de forma coercitiva (ou seja, levado por policiais).
Sem Ronaldinho, a CPI manteve a sessão da última quinta e ouviu o depoimento do empresário Roberto de Assis Moreira – irmão do ex-jogador e conhecido como “Assis”.
Ronaldinho Gaúcho, seu irmão Assis e Marcelo Lara foram convocados a depor na Comissão Parlamentar de Inquérito para falar sobre a empresa 18K Ronaldinho, de propriedade dos envolvidos.
A defesa dos ex-jogadores tinha apresentado um pedido de habeas corpus para que eles não precisassem comparecer à comissão. Mas o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin assegurou apenas o direito ao silêncio para ambos.
No dia 25, a pedido da CPI, a Polícia Federal chegou a ir a um endereço de Ronaldinho na Barra da Tijuca, no Rio, para apreender o passaporte do ex-jogador.
Ele não estava em casa. Com isso, foi comunicado da busca e orientado a entregar o documento à PF ou à Justiça Federal.
Ronaldinho Gaúcho foi convocado a prestar esclarecimentos por suspeitas de envolvimento em fraudes com investimentos em criptomoedas envolvendo a empresa 18K Ronaldinho.
“A empresa afirmava trabalhar com trading e arbitragem de criptomoedas e prometia a seus clientes rendimentos de até 2% ao dia, supostamente baseado em operações com moedas digitais, o que levantou suspeitas de se tratar de uma pirâmide financeira devido às promessas de altos e rápidos retornos”, justificou o relator no requerimento de convocação.
O relator também afirmou que a empresa de Ronaldinho Gaúcho foi apontada pelo Ministério Público como pirâmide financeira.
“Após o rompimento, o ex-jogador esteve envolvido em uma pirâmide e sua imagem, dada sua credibilidade e popularidade, incentivou milhares de pessoas a investir em uma fraude, o que causou prejuízos a elas”, declarou ele.





