A Associação Comercial do Rio promove, nesta quinta-feira (16), um seminário para discutir o impacto do crescimento das motocicletas e as novas regras de mobilidade urbana na cidade. O encontro será realizado a partir das 9h30, na sede da entidade, no Centro do Rio.
Com o tema “Motocicletas e Mobilidade Urbana: Impactos e Desafios”, o evento vai reunir especialistas e gestores públicos para debater os efeitos econômicos, sociais e de saúde pública relacionados ao aumento da frota de motos, além de possíveis caminhos para aprimorar a regulação e a fiscalização desses veículos.
A abertura do seminário contará com a presença do presidente da ACRJ, Josier Vilar, e do presidente do Conselho Empresarial de Logística e Transporte da entidade, Eduardo Rebuzzi. Segundo ele, o avanço do uso de motocicletas impõe desafios que exigem integração entre diferentes áreas, como segurança, saúde e economia.
“O crescimento do uso de motocicletas é uma realidade que impõe desafios urgentes, reforçados pelas novas diretrizes da prefeitura. Precisamos integrar segurança, saúde e economia para criar um ambiente urbano mais sustentável e seguro para todos”, destaca Rebuzzi.
A programação será dividida em três painéis, com foco em legislação, segurança pública e impactos na saúde. Entre os participantes confirmados estão o deputado federal Hugo Leal; o secretário municipal de Segurança Urbana, Brenno Carnevale; além de representantes das polícias e especialistas da área médica e de mobilidade. O panorama técnico será apresentado pelo professor da Coppe/UFRJ Glaydston Ribeiro.
Debate ocorre em meio a mudanças nas regras de mobilidade do Rio
A discussão ocorre na esteira das recentes mudanças na política de mobilidade da cidade. Na semana passada, a prefeitura publicou um decreto que estabelece novas regras para a circulação de bicicletas elétricas, patinetes e ciclomotores. O assunto será um dos temas do debate.
A medida trouxe mudanças como a redefinição de categorias de veículos, novas exigências de circulação e obrigatoriedade de capacete, além de prever, em alguns casos, a necessidade de habilitação e emplacamento. Na prática, especialistas apontam que as regras podem restringir o uso desses modais e até inviabilizar trajetos em determinadas regiões da cidade.
O texto também gerou questionamentos jurídicos por possível conflito com normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), responsável por regulamentar o tema em nível federal. Entidades do setor e especialistas apontam risco de insegurança jurídica. A prefeitura, por outro lado, aponta que as medidas visam ordenar o trânsito na cidade e garantir maior segurança no deslocamento dos cariocas.






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