Ação contra grupo que roubava casas de luxo na Zona Sul termina com um morto e três presos

O chefe do esquema, identificado como Márcio de Oliveira Lourenço, o Bebel, está detido e tem dado as ordens de dentro da prisão

A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quinta-feira (6), três suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em roubos a residências de alto padrão no Rio. Um quarto integrante do esquema morreu ao trocar tiro com os agentes. Os mandados foram cumpridos nos bairros do Andaraí e Água Santa, além da comunidade do Morro do 18, na Zona Norte.

Entre os alvos da operação foram detidos: Diogo Vinicius Almeida, conhecido como DG, apontado pela investigação como um dos responsáveis por invadir os imóveis; Robson Matheus da Silva, o motorista da quadrilha; Vitor Santana dos Reis, integrante do núcleo financeiro do grupo criminoso; e Victor Hugo Brito Barbosa, que, segundo a polícia, atuava como batedor de motocicleta. Durante a ação, Vitor entrou em confronto com os agentes, foi baleado e morreu.

A investigação começou após um assalto a uma casa em São Conrado, na Zona Sul, no último domingo (3). Segundo a polícia, os criminosos mantiveram as vítimas sob ameaça por cerca de 3h, enquanto roubavam joias, dinheiro e outros bens, obrigando moradores a realizar transferências bancárias.

Ainda segundo os agentes, o chefe da quadrilha, identificado como Márcio de Oliveira Lourenço, o Bebel, está detido e tem dado as ordens de dentro da prisão.

Grupo atuava em diferentes regiões

De acordo com a 15ª DP (Gávea), responsável pela investigação, um trabalho de inteligência permitiu identificar os integrantes da quadrilha e a função de cada um no esquema.

As investigações apontam que o grupo atuava em diferentes regiões do estado e costumava empregar violência durante os roubos. No esquema, cada integrante tinha um papel na divisão de tarefas.

A operação conta com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte), da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e de outras unidades das forças de segurança.

As ações continuam para localizar os demais integrantes da organização e esclarecer outros crimes atribuídos ao grupo.

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