Operação no Complexo do Lins mira integrantes de quadrilha que matou médica da Marinha

Agentes visam a cumprir 23 mandados de prisão e 17 de busca e apreensão contra suspeitos

A Polícia Civil faz, nesta quarta-feira, uma operação no Complexo do Lins, na Zona Norte do Rio. A ação, do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC) e acompanhada pelo Ministério Público (MPRJ), visa a cumprir 23 mandados de prisão e 17 de busca e apreensão. Duas pessoas já foram presas.

A investigação sobre a quadrilha começou em dezembro do ano passado, após a morte da médica da Marinha Gisele Mendes de Souza e Mello, de 55 anos, quando participava de um evento no Hospital Naval Marcílio Dias, que é cercado pelo Complexo do Lins. Enquanto o homicídio era apurado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), a 26ª DP (Todos os Santos) instaurou inquérito para identificar os integrantes da facção criminosa que age na região.

Os procurados estão envolvidos em diversos crimes, inclusive em roubos de veículos, que servem para financiar a prática de outros delitos, além da vida de luxo dos bandidos e de seus parentes.

Tiro atingiu auditório

A capitã de Mar e Guerra Gisele estava no auditório do prédio anexo do Hospital Marcílio Dias quando foi baleada. No momento em que a militar foi atingida, ocorria uma operação policial na região. O tiro entrou por uma janela e feriu a médica na cabeça. Especializada em geriatria e formada em Medicina pela Universidade Federal do Estado do Rio (Unirio), ela foi socorrida e operada na própria unidade de saúde, onde trabalhava, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Um suspeito de envolvimento na morte de Gisele foi morto durante uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar, no Lins, em fevereiro deste ano: Marcos Vinícius Vitória Nascimento, o Poka.

Com informações de O GLOBO.

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading