ABL elege romancista e diplomata Edgard Telles Ribeiro para cadeira de Antonio Cicero

Novo imortal é autor de mais de 15 livros de ficção e não ficção, incluindo finalistas do Prêmio Jabuti

O romancista e diplomata Edgard Telles Ribeiro foi eleito nesta quarta-feira (11) para ocupar a cadeira número 27 da Academia Brasileira de Letras (ABL), anteriormente ocupada pelo poeta Antonio Cicero, falecido em outubro aos 79 anos. Com 28 votos, o escritor de 80 anos confirmou o favoritismo na disputa, destacando-se entre os 14 candidatos inscritos para a posição.

Telles Ribeiro é autor de mais de 15 livros, entre ficção e não ficção, incluindo obras finalistas do Prêmio Jabuti, como Histórias Mirabolantes de Amores Clandestinos (2004) e Jogo de Armar (2024). Sua trajetória literária já havia sido reconhecida pela própria ABL, que premiou seu romance Olho do Rei em 2006. Sobre a eleição, o escritor afirmou: “Eu sou um soldado que está ingressando numa grande instituição e receberei dos meus colegas instruções, pedidos e orientações. Eu vou aprender com eles”.

Novo imortal também é cineasta

Nascido no Chile e atualmente residente no Rio de Janeiro, Telles Ribeiro também é cineasta e professor de cinema. Seu livro de estreia, O Criado-Mudo (1991), foi originalmente concebido como roteiro de filme e ganhou publicação internacional em países como Estados Unidos, Alemanha e Holanda.

A carreira diplomática do novo acadêmico também é notável. Ele serviu como embaixador na Nova Zelândia, na Malásia e na Tailândia, além de ter chefiado o Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores entre 2002 e 2005.

Esta foi a segunda tentativa de Telles Ribeiro de ingressar na ABL em 2024. Em março, ele concorreu à cadeira 9, mas foi derrotado pela historiadora Lilia Moritz Schwarcz. Agora, na disputa pela cadeira 27, ele superou nomes como o jornalista e escritor Tom Farias, que obteve seis votos, e o poeta Carlos Cardoso, que retirou sua candidatura por questões pessoais.

O escritor destacou a diversidade crescente na composição da ABL: “A academia está se diversificando, abrindo frentes variadas e, com isso, enriquecendo a nós todos. Ainda assim, fico muito feliz por trazer o aspecto do contador de histórias, uma tradição que a ABL preserva”.

Com informações da Folha de S.Paulo

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