A informação é da coluna Painel da Folha de São Paulo.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou na última sexta-feira o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, por ter recebido o time jurídico do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT), mas escondeu que o magistrado recebeu os seus advogados dias antes.
Em 20 de maio, em um compromisso divulgado em sua agenda oficial, Fachin recebeu Eugênio Aragão, Ângelo Ferraro e Cristiano Zanin, representantes do petista.
Em 10 de maio, já havia recebido o advogado Tarcísio Vieira, contratado pelo PL para representar Bolsonaro. A agenda oficial registra ainda o assunto do encontro: paz e segurança nas eleições.
Em sua última live, que aconteceu excepcionalmente na sexta-feira (27), Bolsonaro criticou a visita do time jurídico de Lula com o presidente do TSE.
“Há poucos dias, o senhor ministro Fachin se reuniu com o núcleo jurídico do PT, tendo à frente o advogado do PT, o Zanin”, afirmou. Na sequência, diz citar um vídeo do advgoado que demonstraria que o objetivo da reunião seria discutir, entre outros pontos, “como calar, censurar, deputados federais”.
“Olha para onde está caminhando o Brasil”, disparou.
Na quinta-feira Bolsonaro já tinha atacado Fachin com inverdades:
Ao falar sobre o presidente do TSE, Bolsonaro disse que ele trabalhou como advogado do MST. A afirmação do presidente não procede. O ministro já negou publicamente que tenha atuado em causas do movimento. A fake news começou a circular, pois, em 2008, ele assinou um manifesto de apoio ao grupo.
“Um tremendo desgaste do senhor Fachin, sabe disso, lá do Paraná. A gente sabe a vida pregressa dele, ele foi um militante de esquerda, advogado do MST. Isso é verdade, não é fake news, temos até vídeo dele falando isso aí. E ele botou o Lula para fora. Botou para fora só para vê-lo livre, porque ele, segundo o Supremo, ele é elegível. Então, ele disputa as eleições”, disse Bolsonaro.






Deixe um comentário