Essa é pra deixar paulista doido. A faixa de areia comumente conhecida como Praia do Diabo, em Copacabana, aparece com diferentes denominações em mapas, guias, aplicativos e na gíria dos frequentadores do pedaço. Ela tem esse nome devido à forte arrebentação, e de histórias do passado relacionados ao Forte de Copacabana. Mas para alguns ela pode ser chamada simplesmente de Arpoador, ou até mesmo simplesmente, Copacabana. Ou seja, seu nome depende da maré, do mapa ou até mesmo de quem está contando alguma história de lá.
Onde fica a Praia do Diabo, afinal ?
Ela fica localizada no entroncamento entre o Forte de Copacabana e a Pedra do Arpoador, voltada para o leste, com vista para as ilhas Cagarras. No mapa da Prefeitura do Rio a praia é denominada oficialmente Praia do Diabo, mas aparece como Arpoador em aplicativos populares como o Waze e o Google Maps.
O nome em tese vem da forçada arrebentação das ondas, que antigamente eram consideradas traiçoeiras pelos pescadores. Muitos acidentes com pequenas embarcações aparecem em registro jornalísticos no início do século passado.
Durante a ditadura militar, soldados usavam a área como ponto de observação e os moradores da região passaram a associá-la a algo inacessível e perigoso, reforçando o apelido. Mas registros orais do Instituto Memória Musical Brasileira (IMMuB) mencionam o nome como já em uso no fim dos anos 1940.

A confusão dos nomes: Arpoador, Copacabana ou do Diabo?
A praia está fisicamente separada de Copacabana pela formação rochosa do forte, mas a maioria dos turistas a associa com o bairro, devido à proximidade com o Posto 6. Já surfistas e os pescadores que frequentam a Pedra do Arpoador consideram a Praia do Diabo como uma extensão do Arpoador, porque é usada como ponto de entrada para as ondas mais fortes do canto. Algumas placas da Prefeitura dão uma mãozinha para a confusão, usando a nomenclatura Arpoador para o trecho completo, contribuindo para a ambiguidade.
Reduto de surfistas cascudos
A Praia do…você escolhe o nome, é uma das preferidas pelos sufistas mais experientes em função das ondas consideradas mais técnicas e fortes, que quebram de forma irregular sobre o fundo de areia e pedra. Eventos locais de surfe amador acontecem ali com frequência, embroa não tenha uma infraestrutura formal de campeonatos. Segundo o site waves.com.br, a melhor época para surfar ali é entre junho e agosto, quando as ressacas do Sul trazem ondas de 1,5m ou mais. A galera do surfe criou até uma gíria local: a “Diabada”, uma nova versão do velho “tomar uma vaca”, que é quando várias ondas quebram sobre a cabeça do surfista sem perdão.
Como guias e turistas tratam a Praia do Diabo
Um levantamento realizado ano passado pelo blog de turismo Rio Secreto demonstrou que menos de 15% dos turistas sabiam que aquele trecho de areia se chama Praia do Diabo. Não é à toa. Ela raramente aparece em guias turísticos com seu nome verdadeiro. Sites como TripAdvisor ou Booking, sempre a listam como Arpoador. A praia é procurada pelos visitantes para seus momentos instagramáveis devido a luz lateral e o visual um tanto selvagem.

Problemas de conservação e segurança
Por ser menos badalada e conhecida, a Praia do Diabo não conta com postos fixos de salvamento do G-Mar. Os bombeiros do Posto 6 monitoram a área apenas nos horários de maior movimento (manhã e fim de tarde). No ano passado, o Projeto Praia Limpa registrou ali uma média de três quilos de lixo recolhidos todo dia útil. Curiosidade: 42% do que é recolhido em média são bitucas de cigarro. Há ocorrência de furtos com certa regularidade, registrados na 12 DP, mas em número inferior ao das demais praias cariocas.






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