Ícone dos anos 1970, a atriz Zezé Motta foi a personificação dos 125 anos do cinema brasileiro comemorados, nesta segunda-feira (19/06), em evento realizado no Palácio Tiradentes, sede histórica da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Durante a cerimônia, também foi lançada a Frente Parlamentar de Fomento do Audiovisual, cujo objetivo será o desenvolvimento do segmento no estado. Ela, o distribuidor Bruno Wainerm, e o casal de produtores Luís Carlos Barreto e Lucy Barreto receberam, respectivamente, os Prêmios Dandara, José de Alencar e Heloneida Stuart.
“Esses prêmios são sempre bons porque representam o reconhecimento do nosso trabalho e um incentivo para que a gente continue na luta eterna pelo cinema nacional, que balança, mas não morre. Dedico a música ‘Minha missão’ ao cinema nacional, que cumpre sua trajetória com dignidade”, discursou a atriz, dando uma canja do samba composto por João Nogueira e Paulo César Pinheiro.
A frente, por sua vez, teve sua importância destacada por já ter um conjunto de propostas de fomento. Integrantes do segmento, como a Associação Brasileira de Autores Roteiristas, a Firjan, o Sindicato da Indústria Audiovisual, a Associação dos Distribuidores Brasileiros e a Brasil Audiovisual Independente, auxiliaram os deputados na elaboração de projetos de lei, como o que cria a Cota de Tela Fluminense, para garantir espaço de exibição aos filmes brasileiros no estado, e um outro projeto que cria o Programa de Apoio ao Cinema Fluminense em Mostras, Festivais e Premiações.
“A missão desta frente é, juntamente com todos os setores do mercado audiovisual e o Poder Executivo, restabelecer o Estado do Rio como potência criativa nacional e mundial”, justificou Munir Neto, responsável pela idealização do evento e presidente da frente parlamentar.
Presente no evento, a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, ressaltou que a Alerj vem apoiando muito o setor. “Fico animada em olhar para frente e ver que a cultura vem pautando essa Casa Legislativa, como foi o caso da audiência pública sobre a Lei Paulo Gustavo. Nosso Estado não pode ser conhecido somente por ser vanguardista, temos que realmente trabalhar para que o segmento volte a ser o que era. Por falta de recursos, a gente deixa de fazer coisas novas para manter salas já existentes no interior, por exemplo”, frisou.
Além de Munir Neto (PSD), fazem parte da frente os deputados Luiz Paulo (PSD), Dani Balbi (PCdoB), Dani Monteiro (PSol), Martha Rocha (PDT) e Célia Jordão (PL).





