A Justiça italiana marcou para 27 de novembro a nova audiência de custódia da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que segue detida em uma penitenciária na região metropolitana de Roma. As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles.
O procedimento será conduzido pela Corte de Apelação italiana, responsável por analisar o pedido de extradição encaminhado pelo Ministério da Justiça brasileiro, a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão poderá definir se a deputada retornará ao país para cumprir as penas já impostas pela Justiça brasileira.
Condenações no Brasil
Carla Zambelli foi condenada a 10 anos e 8 meses por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), além de 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma, no episódio em que perseguiu um eleitor às vésperas do segundo turno das eleições de 2022. Ao todo, as sentenças ultrapassam 16 anos de prisão.
A deputada deixou o Brasil logo após o STF decretar sua prisão preventiva, derivada da sentença proferida em 4 de junho. Em julho, foi localizada e detida na Itália em uma operação conjunta entre autoridades dos dois países, e desde então permanece encarcerada.
Atuação da defesa e posicionamento italiano
Nas redes sociais, o advogado de Zambelli, Fábio Pagnozzi, fez um apelo direcionado à primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, para que não dê sequência ao processo de extradição. Ele afirmou que a líder italiana “não continue corroborando com um juiz sancionado pelo governo Trump pela Lei Magnitsky”, em referência ao ministro Alexandre de Moraes, responsável por decisões do caso no STF.
Apesar da pressão política, o Ministério Público da Itália já se manifestou favoravelmente ao pedido brasileiro em outubro, reforçando a expectativa de que o tribunal avalie com celeridade o futuro da parlamentar.
Cenário permanece incerto até decisão final
Até a realização da audiência, Zambelli seguirá detida em Roma. A decisão da Corte de Apelação poderá encerrar a disputa jurídica internacional ou abrir nova etapa de recursos no sistema italiano, dependendo do entendimento dos magistrados sobre o cumprimento das sentenças no Brasil.
A defesa tenta impedir que a extradição avance, enquanto o governo brasileiro aguarda a decisão para dar continuidade ao processo de execução penal.






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