WITZEL VAI À ALERJ PARA TENTAR DISTENDER RELACIONAMENTO COM OS DEPUTADOS

Durou cerca de 25 minutos o encontro entre o governador Wilson Witzel e o presidente da Alerj, André Ceciliano, na sala da presidência no Palácio Tiradentes. Visivelmente abatido, Witzel foi extremamente formal em suas indagações, quase todas voltadas ao entendimento do rito processual. Além do presidente e do vice-governador Cláudio Castro, sete deputados participaram do…

Durou cerca de 25 minutos o encontro entre o governador Wilson Witzel e o presidente da Alerj, André Ceciliano, na sala da presidência no Palácio Tiradentes. Visivelmente abatido, Witzel foi extremamente formal em suas indagações, quase todas voltadas ao entendimento do rito processual. Além do presidente e do vice-governador Cláudio Castro, sete deputados participaram do encontro, nenhum deles integrante da comissão do impeachment: Bruno Dauaire (PSC), Alexandre Knoplock (PSL), Tutuca (MDB), Jorge Felipe Neto (PSD), Rodrigo Amorim (PSL) Marcos Muller (PHS) e Marcio Pacheco (PSC).

Mais do que a pauta, a reunião – marcada a pedido de Claudio Castro – simbolizou o primeiro gesto de Wilson Witzel para distender o relacionamento com a Alerj, truncado desde às ameaças de dossiê do ex-secretário Lucas Tristão. Em nenhum momento, Witzel chegou a pedir a ajuda dos deputados; restringiu-se a dirimir dúvidas sobre o passo-a-passo do julgamento e a debater questões administrativas.

O presidente André Ceciliano fez questão de afirmar ao governador que a Alerj lhe garantirá amplo direito de defesa e que nenhuma pauta de conteúdo oneroso ao erário estadual – as chamadas pautas bomba – será votada a fim de que processo do impeachment se dê em absoluta tranquilidade administrativa. Ceciliano alertou ainda Witzel para a necessidade de o Governo do Estado cumprir às exigências do Conselho de Recuperação Fiscal a fim de que o acordo seja renovado. “O Rio não se sustenta sem a renovação”, enfatizou.

Voz baixa, escandindo palavras para enfatizar as dificuldades do momento, Witzel se emocionou apenas quando se referiu à esposa, Helena. Abatido, disse que primeira-dama tem sofrido com a exposição pública de seu nome em meio às denúncias contra sua administração. Após este momento mais delicado, logo recobrou o tom formal para a falar novamente sobre o governo. Nesta rodada final da conversa, admitiu que dificilmente a Cedae será privatizada até dezembro como exige o Conselho de Recuperação Fiscal, o que obrigará o Governo a buscar receitas extraordinárias para garantir o pagamento de um empréstimo de R$ 4,5 bilhões, cuja garantia são as ações da empresa.

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