O secretário de Desenvolvimento Econômico Lucas Tristão, elo de ligação do governo com o esquema do empresário Mário Peixoto , entrou em férias na tarde de hoje. A manobra visa a facilitar a tentativa de recomposição da base parlamentar de Wilson Witzel. Fiel escudeiro do governador, Tristão é o principal responsável pela deterioração das relações entre os palácios Guanabara e Tiradentes. Arrogante, chegou a ameaçar deputados com supostos dossiês.
A retomada de um bom relacionamento com a Alerj é vista como decisiva para o governador, que conta com cinco pedidos de impeachment nas mãos do presidente da casa, André Ceciliano. Isolado, Wilson Witzel não consegue sequer arrumar um líder para o seu governo. Os deputados Jair Bittencourt e Rosenverg Reis recusaram e Bruno Dauaire também deve fazer o mesmo.
A saída temporária de Tristão foi a maneira que Witzel encontrou para mantê-lo no governo. O secretário foi um dos alvos da Operação Placebo, da Polícia Federal, que atingiu o próprio governador, sob suspeita de desviar recursos públicos por meio de contratações irregulares na saúde.






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