O advogado Willer Tomaz, investigado pela Polícia Federal (PF) em apuração que também envolve o senador Flávio Bolsonaro (PL), está nos Estados Unidos desde a semana passada, informa Demétrio Vecchioli, em Metrópoles. Questionado sobre quando pretende voltar ao Brasil, respondeu: “Aí não é da sua conta”. Também se recusou a confirmar se permanece em Miami.
Tomaz afirmou que não mantém contato com Flávio desde domingo. A declaração ocorre após o senador viajar aos Estados Unidos entre segunda-feira (26) e terça-feira (27), antes de cumprir uma ordem judicial para entregar seus passaportes.
Decisões de Moraes atingem advogado e empresas
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu Tomaz e Flávio de se comunicarem. A decisão também determinou o cancelamento dos passaportes do advogado, incluindo um documento diplomático, e a suspensão das atividades econômicas, financeiras e empresariais de companhias relacionadas a ele.
Moraes ordenou ainda a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial de Tomaz, além do bloqueio de bens. Entre as medidas está a suspensão das atividades da Alcazar, empresa do advogado. Segundo a investigação, Flávio seria “usuário master” de uma conta bancária vinculada à companhia.
A apuração examina suspeitas de que Tomaz teria utilizado apostas para lavar dinheiro. O suposto acesso de Flávio à conta da empresa levou à inclusão do senador nas investigações, que foram remetidas ao STF no início do mês e ficaram sob relatoria de Moraes.
Flávio viajou sem entregar os passaportes
Diante do risco de que Flávio deixasse o país, seguindo o caminho de Tomaz e de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, Moraes determinou que o senador entregasse os passaportes em até 24 horas. A ordem foi expedida na segunda-feira. Antes de cumpri-la, Flávio viajou para os Estados Unidos.







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