Rodrigo Vilela
Com o adiamento da votação no Supremo Tribunal Federal (STF) que poderia garantir a elegibilidade de Washington Reis, nesta quarta-feira, o político de Caxias viu as suas chances de concorrer ao pleito deste ano se tornarem remotas. Isso porque o pedido de vista feito pelo ministro Luiz Fux deve prorrogar a retomada de decisão por até três meses. Depois disso, em maio, é que deve ser remarcada uma nova sessão para voltar aos votos, o que já aproxima o prazo de junho.
Para além da questão dos prazos, que na melhor das hipóteses deixaria o nome dele elegível muito perto do pleito, quando as costuras das chapas já estiverem desenhadas, há um fator de probabilidade jurídica. É que a defesa apostava que o voto do ministro Gilmar Mendes seria favorável a Reis. No entanto, ele acompanhou o relator do caso, ministro Flávio Dino, pela manutenção da condenação imposta . Gilmar alegou que os argumentos apresentados pela defesa não são suficientes para modificar a decisão tomada anteriormente pela Segunda Turma da Corte.
O placar do julgamento está em 4 votos a 1 contra Reis. O ex-prefeito de Duque de Caxias foi condenado por crimes ambientais e por irregularidades em loteamento urbano.
Como mostramos por aqui, caso as restrições fossem revertidas a tempo, o ex-prefeito de Duque de Caxias passaria a ser um nome forte no páreo para disputar o governo do estado com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele reuniria predicados suficientes para entrar na disputa, já que tem forte apelo na Baixada Fluminense, é filiado ao MDB, partido que tem capilaridade no interior, e tem experiência na máquina pública.






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