Vira casaca? Carlos Minc homenageia ex-jogador Marcelo com diploma por luta antirracista

Parlamentar rubro-negro presta mais um tributo a um ídolo tricolor; honraria reconhece trajetória do atleta dentro e fora dos campos.

Pela segunda vez em pouco mais de uma semana, o deputado estadual Carlos Minc (PSB), torcedor declarado do Flamengo, prestou homenagem a um jogador símbolo do Fluminense. Após a concessão do Diploma Abdias Nascimento ao atacante colombiano Jhon Arias, Minc conseguiu aprovar nesta quinta-feira (8), na Assembleia Legislativa (Alerj), a entrega da mesma honraria ao ex-lateral-esquerdo Marcelo Vieira da Silva Júnior, ídolo do Real Madrid e do clube das Laranjeiras.

A homenagem reconhece, segundo o texto aprovado, a “meritória e destacada atuação” do atleta no fortalecimento da luta por uma sociedade democrática e plural, com igualdade de oportunidades entre todos os grupos raciais e culturais. O Diploma Abdias Nascimento é concedido a personalidades que se destacam na promoção da igualdade racial e no combate ao racismo estrutural.

Marcelo, que iniciou sua trajetória esportiva nas categorias de base do Fluminense, é lembrado por sua postura ativa na valorização da negritude. Seja por sua imagem icônica com o cabelo black desfilando nos gramados europeus, seja por sua constante ligação com Xerém — centro de formação de jovens atletas do clube —, o jogador sempre buscou inspirar e apoiar jovens negros e periféricos.

Durante as férias, o ex-jogador do Real Madrid costuma retornar a Xerém para conversar com os novos talentos, principalmente os que vêm de origens sociais vulneráveis. Nessas visitas, compartilha experiências, incentiva o estudo e reforça a importância da identidade racial.

“A homenagem destaca que Marcelo sempre foi um participante fundamental na valorização da negritude, tanto por seu exemplo quanto por sua atuação direta com a juventude”, argumenta Minc.

A trajetória do atleta na Europa também foi marcada por episódios de racismo. Marcelo foi alvo de insultos por parte de torcedores e até colegas de profissão em jogos da liga espanhola, sendo chamado de “macaco” em mais de uma ocasião. Mesmo diante dessas agressões, ele se manteve firme na defesa de práticas antirracistas e no apoio a causas sociais.

Além do envolvimento com a base tricolor e com a valorização da escola pública onde estudou, Marcelo também atua como uma das vozes da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), reforçando sua presença em debates humanitários de alcance global.

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