Violência policial em SP: Tarcísio muda discurso, mas mantém secretário pró-letalidade, diz coordenador do Instituto Sou da Paz

Rafael Rocha aponta que, sem trocar o comando da SSP, a mudança no discurso do governador de São Paulo é apenas “politicamente oportuna”

Sem trocar o comando da Secretaria da Segurança Pública, a mudança no discurso do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é “politicamente oportuna”, afirmou o coordenador de projetos do Instituto Sou da Paz, Rafael Rocha, no UOL News deste sábado (7).

Tarcísio reconheceu durante evento nesta sexta-feira (6) que o discurso dele influencia o comportamento dos agentes da Polícia Militar, envolvidos em uma série de violações nas últimas semanas. Na quinta-feira (5), o governador já havia dito que “tinha uma visão equivocada” sobre o uso de câmeras corporais por PMs em São Paulo.

“Me parece politicamente oportuno para o governador falar que se arrepende, que volta atrás, mas manter o secretário que tem como plataforma política a letalidade policial”, disse Rafael Rocha. E continuou:

“Guilherme Derrite se elege como deputado em cima da letalidade policial, com o discurso da letalidade policial. (…) Me parece muito estranho o governador falar que se arrepende, que vai voltar atrás, que os erros foram cometidos, mas manter esse ator que, basicamente, tem como proposta a maior letalidade policial, uma polícia que atue sem controle”.

Para Rafael, não há como levar a sério a fala de Tarcísio enquanto ele mantém um secretário com “foco na ostensividade violenta com falta de controle da polícia militar”.

“Enquanto Derrite for secretário, não é possível levar a sério esses comentários, essas afirmações do governador. Parece muito mais você colocar panos quentes num momento de crise política, no momento em que a opinião pública está transtornada com esse monte de violências”, disse.

Rafael destaca que Derrite já alegou que foi tirado da Rota por “matar ladrão demais” e, com isso, a mudança de tom do governador ficou “estranha”.

“Os movimentos sociais, a sociedade civil, a própria Ouvidoria das polícias e institutos de pesquisa se mobilizaram contra essa mudança da metodologia das câmeras de São Paulo. Hoje, em São Paulo, a gente tem as mesmas 10.125 câmeras que vieram da gestão anterior. Não foi implementada nenhuma unidade de câmera”, concluiu.

Com informações do UOL.

Leia mais:

Leia mais:

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading