Tarcísio de Freitas e Ronaldo Caiado se reúnem com presidente de Israel e exploram declaração de Lula sobre o Holocausto

O convite partiu do governo israelense, estendido também ao ex-presidente Jair Bolsonaro — que não pôde comparecer devido ao confisco de seu passaporte pela Polícia Federal

Os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e de Goiás, Ronaldo Caiado (União), se encontraram nesta terça-feira com o presidente de Israel, Isaac Herzog, em Jerusalém. Mais tarde, está previsto um encontro deles com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

O convite partiu do governo israelense, estendido também ao ex-presidente Jair Bolsonaro — que não pôde comparecer devido ao confisco de seu passaporte pela Polícia Federal, em meio às investigações sobre a tentativa de golpe em 8 de janeiro. O gesto foi interpretado como provocação pelo governo federal.

O encontro representa uma oportunidade política para o bolsonarismo, surgida após o presidente Lula comparar o bombardeio israelense sobre Gaza ao extermínio dos judeus praticado pela Alemanha nazista. Essa declaração causou um tensionamento nas relações entre Brasil e Israel, levando o governo israelense a declarar o petista “persona non grata”.

Tarcísio e Caiado aproveitaram a oportunidade para capitalizar politicamente a crise. O governador goiano publicou em suas redes sociais um pedido de desculpas a Herzog “por uma fala infeliz do presidente da República comparando a guerra ao holocausto”. Ele também afirmou ter discutido “os impactos do conflito em Gaza, a importância do diálogo e da promoção da paz”.

Caiado ainda divulgou imagens no memorial criado no local onde uma festa rave foi atacada pelo Hamas em 7 de outubro, durante a invasão terrorista.

Por sua vez, o governador paulista adotou um tom mais moderado e não mencionou publicamente o episódio com Lula. Ele afirmou ter discutido com Herzog “possibilidades de cooperação na agricultura, inovação e tecnologia para segurança pública”. Além disso, expressou gratidão pelo apoio da comunidade judaica em São Paulo e solidariedade ao povo israelense devido ao conflito.

Aliados de Tarcísio destacaram a viagem do governador como um “contraponto” a Lula e lembraram da declaração do presidente brasileiro. Nos comentários das publicações, houve várias provocações ao petista.

Até a publicação desta reportagem, Herzog não havia se manifestado nas redes sociais sobre o encontro.

Cm informações de O Globo

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