Vídeo: Trump retrata casal Obama como macacos e gera repúdio de aliados e opositores

Conteúdo divulgado pelo presidente dos Estados Unidos associa casal Obama a macacos em vídeo sobre suposta fraude eleitoral

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta quinta-feira (5) um vídeo nas redes sociais em que o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama aparecem retratados como macacos. A publicação gerou críticas imediatas de aliados do Partido Democrata e reacendeu o debate sobre racismo, desinformação e o uso de inteligência artificial na política norte-americana.

O vídeo, com cerca de um minuto de duração, apresenta uma teoria da conspiração sobre fraude nas eleições dos Estados Unidos. Nos momentos finais, as imagens mostram os rostos de Barack e Michelle Obama inseridos digitalmente em corpos de macacos, recurso que foi interpretado por críticos como ofensivo e de cunho racista.

A publicação circulou rapidamente nas redes sociais e motivou manifestações públicas de lideranças políticas. Ben Rhodes, ex-conselheiro de Segurança Nacional durante o governo Obama, criticou o conteúdo e afirmou que Trump e seus apoiadores serão lembrados negativamente pela história, enquanto os Obamas seguirão sendo vistos como figuras respeitadas da política americana.

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, também condenou o episódio por meio de sua equipe de imprensa. Em nota divulgada nas redes sociais, o gabinete do democrata classificou o comportamento do presidente como repugnante e cobrou que integrantes do Partido Republicano se posicionem publicamente contra a publicação.

Conteúdos gerados por inteligência artificial

Trump tem recorrido com frequência a vídeos e imagens produzidos com o uso de inteligência artificial para atacar adversários políticos. Essas publicações são feitas principalmente na Truth Social, rede social da qual o presidente é proprietário.

Em julho do ano passado, Trump já havia divulgado um vídeo, também gerado por IA, em que Barack Obama aparecia sendo preso dentro da Casa Branca, enquanto o próprio Trump assistia à cena. À época, o conteúdo também foi alvo de críticas por parte de especialistas e lideranças políticas, que alertaram para os riscos da disseminação de desinformação em períodos eleitorais.

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