Depois de 738 dias em cativeiro na Faixa de Gaza, os reféns israelenses sequestrados pelo grupo Hamas foram libertados nesta segunda-feira (13) e reencontraram suas famílias em cenas marcadas por emoção e alívio. As imagens foram divulgadas pelas Forças de Defesa de Israel (IDF), que confirmaram a entrega dos sobreviventes à Cruz Vermelha antes do retorno a território israelense.
A libertação faz parte do acordo de cessar-fogo firmado entre Israel e o Hamas, mediado pelo Egito, Catar e Estados Unidos, que prevê a troca dos reféns por 250 prisioneiros palestinos. O pacto encerra temporariamente dois anos de hostilidades e abre caminho para novas negociações humanitárias.
Um dos reencontros mais comoventes foi o de Eitan Mor, libertado no primeiro grupo. O pai dele, Zvika Mor, disse à rádio do Exército israelense que a família não havia decidido o que dizer no primeiro contato, mas que “o mais importante é simplesmente abraçá-lo”. Ele integra o Tikva Forum, grupo de familiares de reféns contrários a acordos anteriores que deixavam parte dos sequestrados para trás.
Em comunicado, a família Mor escreveu: “Nosso querido Eitan, quanto esperamos por você. Vimos você pela última vez há dois anos e hoje o abraçamos de volta à família.”
Outro vídeo divulgado pelas IDF mostra o reencontro de Matan Zangauker com a mãe, Einav, que pôde falar com o filho por videochamada antes da libertação. “Vocês estão voltando para casa. Não há mais guerra”, disse ela, chorando.
Também foram libertados Guy Gilboa-Dalal, Omri Miran e os gêmeos Gali e Ziv Berman. Ilan Dalal, pai de Guy, afirmou ao The Times of Israel que o reencontro será de alegria e preocupação: “Ele passou por fome, abuso físico e psicológico. Não sei que tipo de filho vou ter de volta, mas espero que consiga reconstruir a vida.”
Em uma das imagens mais simbólicas, as filhas de Omri Miran, de 4 e 2 anos, aparecem correndo ao encontro do pai em um hospital. A família afirmou em nota que o retorno marca “o início de uma jornada de recuperação complexa, mas comovente”.
O Estado judeu, por sua vez, comprometeu-se a libertar, em troca, prisioneiros palestinos condenados à prisão perpétua e outros 1.700 detidos em Gaza.
O reencontro dos reféns, compartilhado amplamente nas redes sociais, tornou-se símbolo de um possível início de reaproximação — ainda que frágil — entre dois povos esgotados por anos de dor e violência.






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